O líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia, Tiago Correia (PSDB), afirmou que a bancada é contra a criação da Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador-Itaparica (Seaponte). Para o deputado, “não há necessidade” para que a pasta saia do papel.
“Compete ao governador encaminhar os projetos que lhe forem pertinentes. Ele [Jerônimo Rodrigues], repete o seu líder, o presidente Lula, que criou diversos ministérios que a gente não sabe para quê. [Vão criar] uma secretária de uma ponte que ainda não existe, sequer [tem] uma estaca fincada no mar”, apontou Tiago Correia em entrevista à imprensa na manhã desta quarta-feira (24).
Jerônimo Rodrigues enviou à casa legislativa o projeto de lei para a criação da Seponte. Na justificativa apresentada pelo governador é informado que a pasta terá como objetivo acompanhar a execução da obra. Foi solicitado pelo petista que a proposta ocorra em regime de urgência. O valor do investimento é de mais de R$ 11 milhões.
Durante a entrega da Escola Municipal Ailton Soares, no bairro de Cosme de Farias, em Salvador, o líder da oposição na Alba teceu críticas ainda a demora na entrega do empreendimento pelo governo do Partido dos Trabalhadores (PT). O parlamentar aponta ainda os elevados custos da ponte Salvador-Itaparica para o Estado mesmo sem o início das obras.
“Uma ponte teve a inauguração anunciada para o ano de 2013, [e] nós já estamos em 2025. Imagine quantos anos essa secretaria pode ficar aí gerando custo para o Estado e a população aguardando uma ponte que sequer consegue sair do papel. A gente acha que não existe nenhuma necessidade para a criação dessa secretaria. Existe hoje muito custo pelo governo, muitos milhões de reais que já foram gastos”, acrescentou.
Wagner Moura e repercussão sobre falta de investimentos na cultura pelo PT
No início da semana, a fala do ator Wagner Moura sobre a falta de investimentos do governo do Partido dos Trabalhadores (PT) da Bahia na cultura tem repercutido no cenário político.
Para o jornalista, Tiago Correia classificou o artista baiano como “militante ferrenho da esquerda” e que ele, ao fazer uma “crítica mais profunda, reconhece que o governo de esquerda tem discursos bonitos”, mas que, nas ações, “é totalmente diferente”.
“O ator Wagner Moura é um defensor ferrenho da esquerda, mas quando faz uma crítica mais profunda, ele reconhece que o governo da esquerda tem discursos muito bonitos para diversas pautas, […] mas nas ações o que a gente vê é totalmente diferente. […] Wagner Moura, que é militante ferrenho, falou a verdade e deve ter se arrependido”, avaliou o deputado. Bahia.ba

















