A Câmara dos Deputados começou a estruturar na última quinta-feira (25) um programa para ampliar o diálogo da Casa com autoridades locais e a sociedade civil.
A iniciativa, que havia sido anunciada em julho, faz parte de uma série de medidas da gestão do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) para melhorar a imagem e a comunicação da Casa.
O programa Câmara Pelo Brasil começará a ganhar forma dias após a Casa e Motta se tornarem alvos de manifestações populares espalhadas pelo Brasil contrárias à aprovação da chamada PEC da Blindagem e do PL da Anistia.
- 🔎A PEC da Blindagem aprovada pelos deputados estabelecia que a abertura de qualquer processo criminal contra parlamentares teria de passar pelo aval do Congresso, em votação secreta. O texto também ampliava o foro privilegiado para que presidentes nacionais de partidos fossem julgados criminalmente pelo Supremo Tribunal Federal (STF), além de definir votação secreta para o aval de prisões em flagrante de parlamentares. O texto acabou rejeitado por unanimidade na Comissão e Constituição e Justiça do Senado – senadores atribuíram a rejeição às manifestações.
Protagonismo nas agendas externas
Ao g1, o presidente da Câmara afirmou que o programa terá a função de assumir o “protagonismo” das agendas externas da Casa.
O projeto será coordenado por deputados que representarão as cinco regiões do país: Júnior Ferrari (PSD-PA) pelo Norte; Toninho Wandscheer (PP-PR) pelo Sul; Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF) pelo Centro-Oeste; Leo Prates (PDT-BA) pelo Nordeste; e Da Vitória (PP-ES) pelo Sudeste.
Haverá um comitê de gestão do programa, que será coordenado por Da Vitória. O deputado foi um dos formuladores da iniciativa e tem trabalhado com Motta no escopo do projeto desde o início deste ano.
Segundo ele, o objetivo é levar a Câmara a todos os estados e identificar “demandas prioritárias”.
A partir disso, o grupo encaminhará a Motta um relatório com sugestões de medidas e ações para atender pleitos locais.
Um aliado do presidente Hugo Motta informou que a ideia já era estudada desde março deste ano, mas ganhou tração depois das manifestações da última semana.

















