O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu nesta segunda-feira (29) a anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro como forma de “pacificação” do país. Ele também afirmou que é “triste” ver Jair Bolsonaro (PL) na situação de saúde que o ex-presidente está.
Tarcísio visitou Bolsonaro em Brasília, na casa em que o político do PL cumpre prisão em regime domiciliar. A prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por descumprimento de ordens judiciais. O encontro durou cerca de três horas e, ao final, o governador de São Paulo deu entrevista a jornalistas.
“O presidente está passando por um momento difícil. É nesse momento difícil que os amigos têm que aparecer, têm que dar a mão, têm que prestar solidariedade. É muito triste ver o presidente na situação em que ele está, conversando e soluçando”, relatou Tarcísio. O governador disse que o PL da Anistia não foi pauta da conversa com Bolsonaro nesta segunda, mas Tarcísio defendeu a aprovação da proposta como um “caminho de pacificação do país”.
“Eu acredito, sim, em um caminho de pacificação, acho que muitas pessoas que estão presas não sabiam o que estavam fazendo. Já cumpriram, já entenderam que toda depredação é deplorável, é condenável. A gente não pode, e não é falar de privilegiar uma reincidência, uma impunidade, é reconquistar um caminho para paz. A minha opinião é que eu acredito que o caminho para a pacificação é a anistia”, disse.
Em relação à sugestão feita pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), de redução de penas, Tarcísio disse que essa ideia “não satisfaz” o campo bolsonarista. Paulinho da Força é o relator do PL da Anistia, que tem chamado de PL da Dosimetria.
O governador afirmou que ele e Bolsonaro não trataram sobre candidatura da direita ao Palácio do Planalto. Aos jornalistas, Tarcísio disse que é candidato à reeleição ao Palácio dos Bandeirantes. O político do partido Republicanos disse ainda ter “muita consideração” pelo ex-presidente, que foi “importante” na sua história. G1

















