Foto: Sandra Travassos | ALBA

O deputado estadual Kleber Cristian Escolano de Almeida, mais conhecido como Binho Galinha (PRD), foi levado para Salvador e está custodiado em uma Sala de Estado-Maior, que fica no Centro de Observação Penal (COP), no Complexo Penitenciário da Mata Escura.

Binho Galinha foi preso na sexta-feira (3), após se entregar ao Ministério Público (MP-BA), em Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia. O parlamentar é suspeito de comandar uma milícia responsável por lavagem de dinheiro há mais de uma década. Ele era considerado foragido há dois dias, desde quando uma operação prendeu a esposa e o filho do deputado, além de outras sete pessoas.

Segundo apurações da TV Bahia, o COP tem 48 celas, sendo duas especiais. O deputado está em uma delas. Trata-se de uma sala protegida com grades nas janelas, e separada das celas comuns. É um direito concedido a algumas categorias profissionais – a exemplo de parlamentares -, e que também segue protocolos internos, como o banho de sol.

Conforme o MP-BA, após ter o mandado de prisão preventiva cumprido, o parlamentar chegou em Salvador escoltado por uma equipe de 20 agentes policiais e promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).

Em nota, o deputado estadual disse que tem colaborado com as autoridades e que confia na Justiça, destacando que “todos os fatos serão devidamente esclarecidos ao longo do processo”. A determinação da prisão de Binho Galinha foi resultado de um entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a situação, mesmo com o foro privilegiado dele.

Ainda segundo apurou a TV Bahia, diferentemente de 2023, quando ocorreu a primeira ação contra o grupo, o STF entendeu que foro, por prerrogativa de função, se aplica apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas.

Foi apontado ainda que os crimes ocorridos antes do cargo ou a ele não relacionados devem ser apurados e processados pelo juízo de primeiro grau. No mandado, a juíza responsável pela decisão reforçou que, no caso do deputado, a maioria dos ilícitos investigados são anteriores ao seu mandato ou, se posteriores, não possuem relação com a função parlamentar. Inclusive, em 2011, quando ainda não era deputado estadual, Binho Galinha chegou a ser preso em uma operação contra roubo de carros. G1