Na manhã do último sábado (11), o vereador Edivan de Jesus Santos, conhecido como Morão, voltou a ser alvo de denúncias por agressões contra sua esposa. De acordo com informações que chegaram ao nosso departamento de jornalismo, durante uma discussão, o vereador teria mostrado uma arma para a companheira, gerando uma situação de tensão que exigiu a intervenção de pessoas próximas.

Testemunhas relataram que a situação escalou rapidamente, levando amigos a intervir para proteger a mulher. Diante da gravidade da situação, foi necessário acionar a polícia, que esteve no local para averiguar os fatos e prestar assistência.

Essa não é a primeira vez que Morão enfrenta acusações de violência doméstica. O caso levanta preocupações sobre a segurança da vítima e a necessidade de medidas efetivas para lidar com a violência de gênero. A comunidade e as autoridades locais estão atentas a essa situação, que reflete um problema social mais amplo.

Relembre outro caso

De acordo com a Polícia Civil, a tentativa de feminicídio aconteceu no dia 22 de fevereiro, na residência do casal, localizada no bairro Salgadeira, em Santo Antônio de Jesus. A companheira do vereador, uma mulher de 41 anos, relatou que foi agredida com golpes de faca e com um pedaço de madeira durante uma discussão motivada por ciúmes.

Ela foi socorrida e levada a uma unidade de saúde, onde recebeu atendimento médico. Após o episódio, solicitou uma medida protetiva e foi acompanhada por uma equipe policial para retirar seus pertences da residência do casal.

Dois dias depois, em 24 de fevereiro, a Justiça decretou a prisão preventiva do político e a assessoria dele enviou à Câmara o pedido de afastamento por 120 dias, aprovado por unanimidade. Mas Morão passou cerca de 20 dias foragido até ser preso em 12 de março, em Boipeba, distrito de Cairu.

Após a captura, ele foi transferido para Santo Antônio de Jesus, onde passou por exame de corpo de delito e audiência de custódia. Em seguida, foi transferido para o Conjunto Penal da cidade de Valença.

Soltura de Morão

A soltura ocorreu em 29 de abril após audiência de instrução e julgamento realizados no Fórum Desembargador Wilde de Lima, também em Santo Antônio de Jesus. A sessão ocorreu por videoconferência e contou com os depoimentos do réu e da esposa, vítima no processo.

Durante a audiência, a defesa reiterou o pedido de revogação da prisão preventiva, alegando ausência de fundamentos legais para a manutenção. O juiz responsável acatou os argumentos apresentados e concedeu o alvará de soltura, permitindo que Morão responda ao processo em liberdade.