O governador Jerônimo Rodrigues (PT) reagiu na sexta-feira (31) à criação do “Consórcio da Paz”, formado por sete governadores de direita, em meio à repercussão da operação policial no Rio de Janeiro que deixou mais de 130 mortos. O petista lamentou a tragédia e criticou a tentativa de transformar o episódio em disputa eleitoral.
“Eu espero que nós, que fazemos a política do nosso país, não confundamos as coisas. É um momento de muita consternação a situação do Rio de Janeiro. Pessoas que não tinham a ver com o processo foram mortas, profissionais da segurança também. Eu não vou utilizar isso como elemento partidário ou eleitoral. O inimigo não está sentado na cadeira de governador, o inimigo é o crime organizado”, afirmou Jerônimo.
O governador defendeu que os estados se articulem, mas sem transformar o tema da segurança em instrumento de palanque. “É importante que possamos aprovar uma PEC que abra caminhos para garantir recursos para os fundos da Polícia Militar e dos presídios. A segurança pública precisa de base, planejamento e investimento, não de discursos inflamados”, completou.
Jerônimo comentou ainda sobre os seis baianos que estão entre os mortos ligados ao crime organizado na operação no Rio e disse ter determinado ao secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, que coopere com as investigações.

















