Tainara Souza Santos, que teve as pernas amputadas após ser atropelada e arrastada por um quilômetro na Marginal Tietê, foi transferida para o Hospital das Clínicas, na região central da capital, na noite de quarta-feira (3). Desde sábado (29), ela estava internada no Hospital Municipal Vereador José Storopolli, o Vermelhinho, na Zona Norte.
A família de Tainara contou que ela passou pela quarta cirurgia antes da transferência e apresentou sinais importantes de melhora, o que permitiu o deslocamento para a unidade de maior complexidade e referência no estado.
“Ela só foi removida porque o estado dela já estava melhor, já conseguia fazer o transporte. Ela já estava interagindo bem. Ainda corre risco de pegar infecções, mas só de estar viva, interagindo assim, de estar escutando, já está movimentando a cabeça para lá e para cá, quando a gente pergunta alguma coisa, ela está entendendo, ela aperta a nossa mão. É só maravilha, é só glória”, afirmou a família.
Segundo o irmão da vítima, Luan Henrique, a quarta cirurgia de Tainara seria um enxerto nas áreas amputadas para auxiliar na reconstrução dos membros. O boletim médico da nova cirurgia não foi divulgado. Na terça-feira (2), a mulher de 31 anos foi submetida a uma terceira intervenção cirúrgica, que durou quase sete horas. Os médicos colocaram pinos na bacia e instalaram uma sonda.
“Ela estava reagindo bem [ao tratamento], mas ainda está em coma induzido. Está sendo difícil. Me emocionei durante a última visita, estou desamparado. O rosto dela continua o mesmo, só está um pouco inchado”, contou emocionado o irmão ao g1. O agressor, Douglas Alves da Silva, de 26 anos, foi preso no domingo (30) em um hotel na Vila Prudente, na Zona Leste de São Paulo.
Tainara é mãe de duas crianças, um menino de 12 anos e uma menina de 7 anos. De acordo com Luan, a família ainda não contou para eles o que aconteceu com a mãe. Eles estão sob os cuidados do pai. O irmão também relatou ao g1 que foi criada uma suposta “vaquinha virtual” em nome da Tainara para arrecadar dinheiro para a compra de próteses. Contudo, a família alerta que a campanha é falsa. “A gente não está pedindo dinheiro, a gente pede só para orarem”, reforçou. G1

















