(Foto: Reprodução / Portal Leo Dias / Instagram / Canva / Montagem TV Foco)

A representante legal da família Samudio, Maria do Carmo Santos, informou nesta terça-feira (7) que Eliza Samudio realizou uma viagem a Portugal em 2007 e que, de fato, a modelo precisou de uma documentação especial, emitida pelo Consulado Brasileiro, para retornar ao Brasil.

“Quando você vai para o exterior e perde um passaporte, você tem que ir à embaixada explicar e eles lhe dão uma declaração. E ela [Eliza] volta em novembro de 2007, porque ela foi ao consulado, explicou e teve autorização para voltar ao Brasil. Ela faz uma segunda viagem, um ano e pouco depois, a Portugal e a um outro país, e isso tá nas mídias, quando ela encontra, inclusive, o Cristiano Ronaldo”, relembrou Maria do Carmo.

Ainda segundo Maria do Carmo, a família de Eliza está abalada com a notícia de que o documento expirado da modelo foi encontrado em Portugal. Representantes afirmaram que a notícia trouxe dor e classificaram a repercussão como uma “crueldade” diante da memória da modelo e do filho da vítima, conhecido como Bruninho. Eles demonstraram interesse em ter acesso ao documento e pediram que seja feita uma investigação sobre o caso.

O passaporte foi encontrado por um homem em um apartamento em Portugal, 15 anos após Eliza desaparecer no Brasil e quase uma década e meia depois de ela ser considerada morta pela Justiça. O documento, que já está expirado e cancelado, foi entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa.

Eliza Samudio desapareceu em 2010, aos 25 anos, após ser levada à força do Rio de Janeiro para um sítio em Esmeraldas, na Grande BH, onde ficou em cárcere privado. Depois foi entregue ao ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que a asfixiou e ocultou o corpo, nunca encontrado.

Eliza era mãe de um bebê recém-nascido, filho do goleiro Bruno, então titular do Flamengo, que não reconhecia a paternidade. A criança foi localizada com terceiros em Ribeirão das Neves. Quinze anos depois do crime, em 2025, a mãe da modelo, Sonia Fatima Moura, recebeu os pertences da filha que estavam sob guarda da Justiça. G1