A tradicional Lavagem do Bonfim, um dos maiores eventos religiosos de Salvador, acontece na quinta-feira (15) e transforma o bairro, localizado na Cidade Baixa, em um espaço de fé, cultura e tradição.
A celebração religiosa reúne milhares de fiéis, baianos e turistas para a lavagem das escadarias da Igreja do Senhor do Bonfim, um dos principais símbolos religiosos da capital baiana.
Além da relevância histórica e cultural, o bairro que abriga a festa apresenta características específicas reveladas pelos dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
À época do levantamento, Salvador contava com 170 bairros, e o Bonfim ocupava a 113ª posição em número de moradores, com uma população de 8.037 pessoas.
O bairro do Bonfim se destaca por ter uma população majoritariamente feminina. Dos moradores do bairro, 4.466 eram mulheres, o que corresponde a 55,6% do total.
O percentual é superior à média de Salvador, que já é considerada a capital mais feminina do Brasil, com 54,4% da população composta por mulheres. O dado coloca o Bonfim como o 35º bairro com maior proporção feminina da cidade.
Outro aspecto em destaque é o envelhecimento da população do Bonfim. No bairro, 2.111 moradores tinham 60 anos ou mais, o equivalente a 26,3% da população, sendo a 15ª maior proporção de idosos entre os bairros de Salvador.
Na capital baiana como um todo, pessoas com essa faixa etária representam 16,5% dos habitantes. Esta característica também aparece na composição dos domicílios: 39,5% das residências do Bonfim eram chefiadas por pessoas com 60 anos ou mais, índice bem acima da média municipal, de 27%.
Em relação à cor ou raça, pouco mais da metade dos moradores do Bonfim (51,8%) se autodeclarou parda, percentual superior ao registrado em Salvador (49,1%). Já a proporção de pessoas pretas no bairro, de 23,5%, é inferior à média da capital (34,1%) e ligeiramente menor do que a de moradores brancos, que representam 23,7% da população local.
Com isso, o Bonfim está entre os bairros com menor proporção de população preta e maior presença de pessoas brancas em Salvador.
O perfil residencial do bairro indica que, dos 2.944 domicílios permanentes ocupados, 58,2% eram casas e 39% apartamentos. Morar sozinho é menos comum no Bonfim do que na média da capital baiana: 19,7% dos domicílios eram unipessoais, um dos menores índices entre os bairros de Salvador.
No aspecto econômico, o rendimento médio das pessoas responsáveis pelos domicílios no Bonfim era de R$ 3.501,99, valor superior à média do município, que foi de R$ 3.160,73. O dado coloca o bairro na 39ª posição entre os 170 bairros de Salvador neste indicador. G1

















