“Ele era um homem excepcional, gostava muito de viver e não deixava nada para depois”. A frase é de Maria Eduarda Barbosa, de 22 anos, ao falar sobre o pai, o caminhoneiro Luís Antônio de Jesus Silva, que morreu após a explosão de um pneu de carreta, no domingo (25), no município de Cruz das Almas, no Recôncavo da Bahia.
Luís Antônio, de 45 anos, estava no estacionamento de um posto de combustíveis às margens da BR-101 quando ouviu um barulho no veículo e decidiu parar para verificar o problema. Durante a inspeção, o pneu explodiu e ele foi atingido. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros foram acionadas, mas o caminhoneiro morreu ainda no local.
Segundo Maria Eduarda, o pai havia realizado recentemente um sonho antigo: trabalhar como caminhoneiro. Antes, ele atuava como eletricista, mas decidiu mudar de profissão. “Ele sempre dizia que tinha esse sonho e que precisava realizar. Estudou, fez aulas, tirou a carteira e estava muito feliz trabalhando como caminhoneiro”, contou a filha.
A jovem relatou que a família só soube do acidente após um contato feito pela empresa onde o pai trabalhava. “Ele tinha mandado meu número para a empresa. No domingo de manhã, um número ligou querendo falar sobre a saúde do meu pai. No dia anterior, ele tinha passado o dia na minha casa e não comentou nada de estar doente. Quando liguei de volta, a pessoa disse que ele tinha sofrido um acidente”, lembrou.
De acordo com a família, Luís Antônio estava morando em Feira de Santana, mas havia saído de Santo Amaro no dia do acidente e seguia viagem em direção ao sul da Bahia. O caminhão era da empresa, que, segundo os familiares, prestou total apoio após a morte.
Conhecido como “Ruquinho”, apelido dado pelos amigos por causa do porte físico e do jeito expansivo, Luís Antônio deixou esposa e quatro filhos, uma jovem de 22 anos, um rapaz de 21, uma adolescente de 16 e o caçula de 15 anos. “A saudade dói muito. Tem momentos que eu não acredito. Acordei ouvindo ele me chamar. Nunca mais vou ver meu pai, nunca mais vou ver ele alegre”, desabafou Maria Eduarda.
Fã de Bell Marques, Luís Antônio era natural de Santo Amaro e trabalhava como caminhoneiro havia cerca de cinco anos, transportando móveis e produtos de perfumaria. Familiares também relataram que ele já havia sofrido um acidente de trânsito anteriormente, quando retornava do Pará, mas sem ferimentos graves. O sepultamento ocorreu na segunda-feira (26), em Santo Amaro. As circunstâncias do acidente serão investigadas pela Polícia Civil. G1

















