Foto: Feijão Almeida/GOVBA

Entre 2024 e 2025, o número de matrículas na educação básica brasileira apresentou uma queda de mais de 1 milhão: despencou de 47,08 milhões para 46,01 milhões. É o que mostram os dados do Censo Escolar 2025, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

De acordo com o ministro da Educação, Camilo Santana, e com os técnicos do MEC, há dois fatores que explicam a diminuição:

  • Queda na população em idade escolar nos últimos quatro anos
  • Diminuição da repetência com mais alunos sendo sucessivamente aprovados

No geral, os dados apontam que o atendimento aos alunos está aumentando (menos alunos em idade escolar fora da escola), apesar da queda absoluta no número de matriculados. “Essa (queda nas matrículas) é um dado bom”, afirmou Camilo.

O presidente do Inep, Manuel Palacios, diz que o Brasil está muito próximo de universalizar a educação básica. “Isso é uma vitória histórica do país. É a primeira geração que pode dizer, com segurança, que estamos todos na escola”, disse Palacios.

Queda de matrículas

➡️Em termos absolutos, foi uma redução ainda maior do que a observada entre 2020 e 2021, durante a pandemia de Covid-19. O fechamento prolongado de escolas e as crises sanitária e econômica levaram a uma queda de 600 mil: de 47,2 milhões para 46,6 milhões.

O total refere-se ao número de alunos em todas as etapas escolares: creche, pré-escola, ensino fundamental, ensino médio, curso técnico, curso de qualificação profissional e Educação para Jovens e Adultos – EJA.

Os principais elementos que culminaram nesse “encolhimento” em 2025 foram:

  • redução drástica nas matrículas do ensino médio, com o menor número de alunos de toda a série histórica do Censo no século XXI (São Paulo, por exemplo, “perdeu” mais de 250 mil estudantes em um ano, segundo o Inep);
  • retração da educação infantil, tanto na creche quanto na pré-escola, mostrando estagnação no atendimento às crianças;
  • enfraquecimento da Educação para Jovens e Adultos (EJA);
  • diminuição do ensino técnico subsequente (modalidade cursada após a conclusão do ensino médio, mas que, ainda assim, é contabilizada como parte da educação básica).

De acordo com Fábio Pereira Bravin, pesquisador da equipe de Diretoria de Estatísticas Educacionais do Inep, a diminuição no número de matrículas é justificada por uma redução na população-alvo da educação básica, em especial a população de 0 a 4 anos e de 15 a 17 anos. G1