O Ministério Público da Bahia (MP-BA) informou, nesta segunda-feira (2), que a eventual retomada do clássico Ba-Vi com duas torcidas, no sábado (7), em confronto que definirá o vencedor do Campeonato Baiano deste ano, deve estar condicionada à comprovação, pelos órgãos responsáveis pela segurança pública e pela logística das partidas, de que todos os mecanismos e protocolos efetivos de prevenção e redução de riscos de violência estejam garantidos.
A discussão voltou à tona após o presidente do Vitória, Fábio Mota, afirmar que vai pedir a volta da “torcida mista” para a final. Desde 2017, com uma rápida interrupção, torcedores de Bahia e Vitória não marcam presença juntos nos clássicos baianos. Isso aconteceu após uma recomendação do órgão por causa de atos de violência registrados.
Em nota, o MP-BA informou que a análise deve ser pautada por critérios técnicos, priorizando a integridade física dos torcedores, trabalhadores e demais envolvidos. O MP destaca que o posicionamento dos órgãos de segurança, a exemplo do Batalhão Especializado de Policiamento em Eventos (Bepe), é fator relevante para a avaliação do cenário, especialmente quando não há recomendação favorável à mudança do modelo atual.
O Ministério Público da Bahia informou ainda que seguirá acompanhando o tema em diálogo com as autoridades competentes, orientado pela preservação da segurança coletiva e pela adoção de medidas responsáveis.
A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que as Forças Policiais e de Bombeiros possuem expertise para atuação em grandes eventos esportivos. Destacou ainda que o trabalho é promovido por unidades ordinárias e especializadas, contando com o suporte da tecnologia. Ainda na nota, a SSP-BA afirmou que foi destaque na Copa do Mundo, em 2014, das Confederações, em 20213, além das Olimpíadas, em 2016. G1

















