A pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Ministério da Fazenda negocia com os bancos medidas para reduzir o endividamento das famílias e empresas brasileiras. A ideia é diminuir o comprometimento da renda familiar para aliviar o orçamento dos brasileiros neste ano em que o petista concorre à reeleição.
Uma reunião foi realizada na segunda-feira (30) entre o governo e as associações de instituições financeiras. O presidente Lula não gostou nada dos últimos números do Banco Central indicando o aumento do endividamento das famílias e empresas. E isso deve pesar no cenário da disputa eleitoral.
O comprometimento de renda das famílias voltou ao maior patamar da série histórica em janeiro, em 29,3%. A última vez que o indicador registrou esse nível foi em outubro do ano passado. Lula pediu à sua equipe em reunião na semana passada medidas para aliviar o comprometimento da renda familiar com dívidas e crédito para empresas.
Segundo assessores presidenciais, o programa “Desenrola” foi bem-sucedido e buscou renegociar dívidas de brasileiros inadimplentes. Agora, a ideia é reduzir o comprometimento da renda com pagamento de dívidas, daquelas que não estão inadimplentes, mas com dificuldades com o pagamento de suas contas até o final do mês.
O governo também está preocupado com o aumento do custo da energia elétrica e já pensa numa solução já usada no passado, de conceder crédito para as distribuidoras postergarem aumentos para o próximo ano. Com isso, o governo conseguiria evitar aumento nas contas de luz dos brasileiros, mas o valor ficaria para o ano que vem. Uma solução para tempos de crise, que só adia o problema. G1

















