Poliane França Gomes, a “Rainha do Sul”, apontada como advogada de uma facção criminosa na Bahia e um dos nomes mais perigosos do tráfico no Nordeste, teve o registro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspenso. Ela e outras 13 pessoas estão presas desde novembro do ano passado após uma operação.

Em janeiro deste ano, a Polícia Civil concluiu o inquérito e pediu que o Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomendasse que a advogada e todos os presos na operação continuassem presos. O órgão acatou e ofereceu a denúncia à Justiça.

Em nota, a OAB-BA informou que o Tribunal de Ética e Disciplina (TED) está proibido por lei de se manifestar sobre processos disciplinares em sigilo, até o trânsito em julgado. As investigações apontaram que Poliane França manteve relacionamento íntimo com o chefe do grupo, que atualmente está preso no Presídio de Segurança Máxima de Serrinha desde 2013.

A Polícia Civil informou ainda que ela era responsável por transmitir ordens estratégicas, reorganizar territórios, articular cobranças e manter comunicação direta entre internos do presídio e lideranças externas.

De acordo com informações apuradas pela TV Bahia, o chefe da facção com quem ela tinha envolvimento amoroso é Leandro de Conceição Santos Fonseca, conhecido como “Shantaram”. Um colar apreendido com ela tem as iniciais “RS” cravejadas em diamantes e o apelido “Querido”, atribuído ao chefe da facção criminosa Bonde do Maluco, em ouro.

O colar de ouro e diamante foi encontrado pelos policiais durante o cumprimento do mandado de prisão da advogada. No local também foi encontrado um colar com a imagem de um leão e a seguinte frase: “muitos nasceram para viver na selva e eu para ser o rei com minha rainha”. Ainda na casa da suspeita, foram encontrados R$ 190 mil em espécie e uma máquina de contar dinheiro. G1