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O secretário do Meio Ambiente da Bahia (Sema), Eduardo Mendonça Sodré Martins, foi citado em documentos da investigação da Polícia Federal (PF), no âmbito da 9ª fase da “Operação Compliance Zero”. Eduardo é enteado do senador Jaques Wagner (PT), um dos alvos da ação, que apura um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio relacionado ao Banco Master.

A equipe de reportagem procurou as assessorias de Eduardo, do Governo da Bahia e da Sema, mas não obteve retorno até a última atualização deste texto. Em nota, Wagner afirmou ser inocente e negou atuação em favor do Banco Master ou de outras instituições financeiras.

Segundo documentos que embasaram a operação, obtidos pelo blog da Andréia Sadi, a BN Financeira, empresa gerida por Eduardo, recebeu, em 17 de outubro de 2025, o montante de R$ 3,5 milhões da PKL One Participações S.A. A organização é dirigida por Andréa Lima Novaes, apontada pela PF como prima de Augusto Ferreira Lima, gestor ligado ao Banco Master.

A PF afirma também que o repasse teria sido precedido por cobranças feitas por Eduardo Sodré a Augusto Ferreira Lima, que é gestor associado ao Banco Master e apontado como principal interlocutor privado do senador. Em uma das mensagens citadas pela PF, enviada em 4 de setembro de 2025, Eduardo afirmou a Augusto: “Amanhã vence os boletos e são altos”.

Outras planilhas apreendidas pela PF registram ainda pagamentos atribuídos a Eduardo, que superam o montante de R$ 2,3 milhões, realizados por meio de estruturas societárias interpostas — quando uma pessoa ou empresa utiliza uma ou mais empresas para esconder quem é o verdadeiro dono ou para mascarar a verdadeira natureza de um negócio. G1