Foto: Feijão Almeida/GOVBA

O Governo Federal reconheceu a situação de emergência em Salvador em decorrência da contaminação química registrada na praia de São Tomé de Paripe, no Subúrbio da capital baiana. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira (22) pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, por meio de portaria assinada pelo secretário nacional de Proteção e Defesa Civil.

Desde fevereiro, manchas azuis e amarelas são vistas na faixa de areia e na água do mar. Em maio, foi confirmada a contaminação por substâncias químicas. O reconhecimento ocorre após o registro de um “derramamento de produtos químicos em ambiente lacustre, fluvial e marinho”, conforme consta no Formulário de Informações do Desastre (FIDE).

Com a medida, a Prefeitura de Salvador passa a ter acesso a mecanismos de apoio da União e poderá solicitar recursos federais para ações de defesa civil. Os pedidos devem ser encaminhados por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD).

Após a apresentação dos planos de trabalho, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional analisa as metas e os valores solicitados. Em caso de aprovação, os recursos são liberados por meio de nova portaria publicada no Diário Oficial da União.

Segundo o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), inspeções e amostragens realizadas nos meses de março e abril identificaram concentrações elevadas de compostos nitrogenados e metais, principalmente cobre, em pontos próximos ao foco da contaminação.

A ampliação das investigações, com análises em oito pontos da praia, confirmou ainda a presença de poluentes nos sedimentos, na biota marinha, incluindo siris e moluscos, e na água intersticial, encontrada abaixo da superfície da areia. Também foram detectadas concentrações elevadas de nitrato, nitrito e nitrogênio amoniacal.

Durante as inspeções, o Inema identificou ainda um estoque remanescente de ureia em um terminal marítimo localizado na região. Para o órgão ambiental, os resultados apontam a existência de efetiva poluição ambiental na área.

Especialistas alertam que as substâncias encontradas representam riscos à saúde da população. De acordo com análises da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), os produtos identificados podem provocar problemas dermatológicos, como irritações na pele, além de sintomas gastrointestinais. G1