Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O senador e pré-candidato à Presidência da República responsabilizou novamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo tarifaço de 25% imposto pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra a economia brasileira.

A medida entrou em vigor nesta quarta-feira (22). Trump ignorou posicionamentos do Brasil e bateu o martelo na quarta-feira passada.

Por meio de redes sociais, Flávio afirmou que se ganhar as eleições de 2026, vai bater de “porta em porta” para tentar reverter as tarifas.

“Podem ter certeza de que, da mesma forma que mobilizei todas as minhas forças e fui de porta em porta tentando evitar isso, vou fazer o mesmo em 2027”, prometeu.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que não desistiu de retirar a medida e que ela seria superada após as eleições.

“Eu ainda não desisti de reverter essas tarifas. Tenho plena convicção de que, no ano que vem, com um novo governo, o Brasil consegue superar essas tarifas e criar um relacionamento mais virtuoso com os Estados Unidos, com menos entraves e mais prosperidade para os brasileiros”, pontuou.

Defesa de adiamento nos EUA

Em audiência pública nos Estados Unidos, Flávio se manifestou alegando que a sobretaxa deveria ser adiada para depois das eleições.

“O Brasil realizará eleições presidenciais em outubro. Em apenas 90 dias, o cenário político do país mudará completamente, e impor agora uma tarifa, que seria difícil de reverter, recompensaria os responsáveis pelas ações em questão”, disse na ocasião.

Família Bolsonaro comemora medida

No dia 9 de julho, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que mora nos EUA, celebrou o anúncio de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados.

“Obrigado, presidente Donald J. Trump. Espero que as autoridades brasileiras agora tratem esses assuntos com a seriedade que merecem. O Brasil não pode — e não vai — se tornar outra Venezuela, Cuba ou Nicarágua. Deus abençoe os Estados Unidos, Deus abençoe o Brasil”.

Sobre a investigação comercial contra o Brasil, Eduardo reconheceu não ter medo de ‘terra arrasada’. “Se houver o cenário de terra arrasada, pelo menos eu estarei vingado”, finalizou. Bahia.ba