Crédito: Vitor Silva / Botafogo

Nada de vencer fora de casa! O Vitória voltou a ter dificuldades longe de seus domínios, suportou a forte pressão do Botafogo e contou com uma atuação inspirada de Lucas Arcanjo para segurar o empate sem gols na noite de quinta-feira (23), no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, em partida atrasada da 4ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com o resultado, o Leão da Barra encerra o primeiro turno da Série A sem conquistar uma vitória como visitante. Ao todo, foram quatro empates e seis derrotas fora de casa. Ainda assim, graças à campanha consistente no Barradão, a equipe fecha a primeira metade da competição na 11ª colocação, com 26 pontos, registrando sua melhor campanha em um primeiro turno desde o retorno à elite do futebol brasileiro, em 2024.

Sem retornar a Salvador, a delegação rubro-negra permanecerá no Rio de Janeiro, onde treinará no CT do Fluminense visando a estreia no segundo turno do Brasileirão. O próximo compromisso será neste domingo (26), às 19h30, contra o Remo, no Mangueirão, em Belém.

O JOGO

A partida começou bastante movimentada no Rio de Janeiro. Embora nenhuma das equipes fosse claramente superior à outra, ambos os times encontravam espaços para atacar: o Vitória apostava em ligações diretas, enquanto o Botafogo também buscava um jogo mais vertical, mas a partir de conduções e trocas rápidas de passes.

Apesar das propostas diferentes, as duas equipes chegaram com perigo pela primeira vez da mesma maneira: em chutes de longa distância. Aos oito minutos, Renê dominou um chutão, ganhou a disputa com a marcação e deixou a bola para Matheuzinho, que arriscou de fora da área e levou perigo.

Pouco depois, o Botafogo respondeu com Arthur Cabral. O atacante soltou uma bomba da intermediária que tinha endereço no ângulo, mas parou em uma grande defesa de Lucas Arcanjo.

O duelo seguiu aberto, com os dois times conseguindo encontrar espaços, mas pecando no último passe e na tomada de decisão. Aos 23 minutos, em mais uma jogada de ligação direta, Renê recebeu dentro da área, demorou para definir a jogada e rolou para Erick, que finalizou, mas acabou travado pela defesa adversária.

Na sequência, o Botafogo respondeu e quase abriu o placar com Arthur Cabral, que se jogou em cruzamento de Vitinho, mas não conseguiu o desvio necessário para mandar a bola para o fundo das redes.

Na reta final do primeiro tempo, o Botafogo passou a controlar mais as ações e pressionou o Vitória em busca do gol. O time carioca encurralou o Leão dentro da própria área e criou uma verdadeira blitz ofensiva. Apesar da pressão, a equipe rubro-negra conseguiu se segurar, contou com uma boa intervenção de Arcanjo em lance de Matheus Martins e ainda teve a melhor oportunidade da etapa inicial em uma escapada rápida.

Erick encontrou um grande lançamento para Renê, que fez o facão para receber nas costas da defesa, ficou cara a cara com o goleiro Warleson e mandou um sem pulo, mas no meio do gol, facilitando a defesa do arqueiro alvinegro.

Na volta do intervalo, Jair Ventura promoveu duas mudanças, sacando Martínez e Renê para as entradas de Caíque e Renato Kayzer. Seja pelas alterações ou não, o Vitória voltou muito abaixo para a segunda etapa.

A equipe ficou completamente encurralada, não conseguia sair de perto da própria área e viu o Botafogo criar uma chance atrás da outra. Em apenas 15 minutos, o time carioca finalizou oito vezes e só não abriu o placar graças a dois verdadeiros milagres de Lucas Arcanjo: uma defesa na ponta dos dedos após chute de Villalba e outra à queima-roupa em cabeçada de Arthur Cabral.

O Vitória só conseguiu respirar por volta dos 20 minutos, quando Tarzia entrou no lugar de Matheuzinho. Mesmo assim, embora o time já não sofresse tanta pressão quanto no início da etapa, seguia praticamente inexistente no ataque.

A primeira e única finalização rubro-negra na segunda etapa só aconteceu aos 37 minutos, em uma cabeçada de Cacá após cobrança de falta.Enquanto isso, o Botafogo continuava chegando com perigo em alguns momentos, mesmo sem repetir a blitz dos primeiros minutos do segundo tempo.

Na reta final, o gás do Fogão acabou e o time diminuiu o ritmo ofensivo, deixando a defesa rubro-negra mais tranquila nos minutos finais. Do outro lado, o Vitória também pouco fez para buscar a vitória.

Sem conseguir encaixar contra-ataques ou criar oportunidades de perigo, a equipe se contentou com o empate sem gols, resultado que mantém o tabu de ainda não ter vencido como visitante neste Campeonato Brasileiro. Correio da Bahia