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O acesso da população aos três serviços de saneamento básico, essenciais para a melhoria das condições de vida e saúde, avançou na Bahia, entre 2010 e 2022, a exemplo do que ocorreu no país como um todo e em praticamente todos os estados.

Dentre eles, o abastecimento por ligação com a rede de água foi o que mais cresceu no estado e é também o que chega a mais pessoas. Em 2022, quase 9 em cada 10 habitantes da Bahia tinham, em seus domicílios, acesso à rede de água: 86,7% ou 12,224 milhões de pessoas (de um total de cerca de 14,1 milhões).

Frente a 2010, quando 79,2% da população tinham abastecimento por rede de água, a Bahia apresentou o 11º maior crescimento na cobertura do serviço (mais 7,5 pontos percentuais), subindo uma posição no ranking nacional para esse indicador, de 13º para 12º lugar, em 12 anos.

Nesse período, no Brasil, a proporção de pessoas com acesso domiciliar à rede de água cresceu de 81,5% para 86,6% (+5,1 pontos percentuais), chegando a cerca de 175 milhões de pessoas (de um total de 202 milhões de moradores em domicílios particulares permanentes).

Dentre os estados, os maiores avanços na proporção de população atendida por rede de água ocorreram em Rondônia (de 37,6% para 52,9%), Acre (de 45,7% para 58,7%) e Piauí (de 71,3% para 82,6%). Apenas Amapá (de 55,5% para 50,1%) e Distrito Federal (de 94,8% para 93,6%) viram esse indicador recuar.

Em 2022, 6 dos 27 estados tinham pelo menos 90% da população atendida por rede de água, liderados por São Paulo (96,5%), Distrito federal (93,6%) e Paraná (91,8%). No outro extremo, Amapá (50,1%), Rondônia (52,9%) e Pará (54,9%) tinham os menores percentuais.

Na Bahia, entre os moradores de domicílios sem ligação com a rede de água, a fonte de abastecimento alternativa mais informada foi o poço profundo ou artesiano, utilizado por 626.100 pessoas ou 4,4% da população.

Em seguida, vinha a população atendida por carro-pipa (2,0% do total ou 281.230 pessoas); por água da chuva armazenada (1,9% ou 267.021); por fonte, nascente ou mina (1,7% ou 243.038); por rios, açudes, córregos, lagos e igarapés (1,3% ou 187.203); e por poço raso, freático ou cacimba (1,3% ou 183.188).

Salvador –  Entre 2010 e 2022, o abastecimento por rede de água praticamente se universalizou em Salvador, passando de uma cobertura de 98,9% para 99,5% da população e chegando a 2,396 milhões de pessoas, de um total de 2,407 milhões.

Com isso, a cidade subiu duas posições no ranking das capitais para esse indicador, do 6º para o 4º lugar, com uma proporção de população atendida menor apenas do que em Vitória/ES (99,9%), Belo Horizonte/MG (99,7%) e Curitiba/PR (99,6%).

Entre 2010 e 2022, a proporção de população atendida por rede de água cresceu em 9 de cada 10 municípios baianos, ou seja, em 387 das 417 cidades do estado (92,8%). Lamarão (de 35,0% para 92,0%), Brotas de Macaúbas (de 26,8% para 82,4%) e Mulungu do Morro (de 22,5% para 73,5%) tiveram os maiores avanços.

Por outro lado, 30 cidades viram a proporção de pessoas morando em domicílios ligados à rede de água diminuir, nesses 12 anos. Ibiassucê (de 88,2% para 64,2%), Canápolis (de 81,8% para 62,5%) e Barro Alto (de 94,8% para 78,2%) apresentaram os recuos mais expressivos.

Em 2022, os 5 municípios da Bahia com maior percentual da população em domicílios ligados à rede de água eram Madre de Deus (99,8%), Salvador (99,5%), Irecê (99,4%), Lauro de Freitas (98,9%) e Boninal (98,6%). No outro extremo estavam Maraú (25,6%), Anagé (29,8%), Mirante (29,9%), Caetanos (34,3%) e Campo Alegre de Lourdes (35,0%). Bahia.Ba