Nem o Bahia conseguiu tirar pontos do Cruzeiro jogando no Mineirão na Série B. O Tricolor passou a maior parte do tempo se defendendo, mas, ainda assim, teve ao seu alcance a possibilidade de buscar um grande resultado.

O problema é que uma falha um minuto depois do lance que poderia mudar o jogo, além de uma pitada de ineficiência, resultaram na derrota por 1 a 0 para a Raposa.

Se a estratégia era repetir o visto na partida contra o Athletico-PR, com equipe bem postada na defesa e eficiente na transição para explorar o contra-ataque, só funcionou em parte. Enderson Moreira repetiu o sistema com três zagueiros, o Bahia dificultou a vida do Cruzeiro, porém, poucas vezes o Tricolor levou perigo ao ataque e, quando foi, pecou pela ineficiência.

Ao longo de todo o jogo, o Bahia teve problema em encaixar a transição ofensiva e aproveitar a velocidade dos seus atacantes para chegar ao gol. Na etapa inicial, foram poucas oportunidades (apenas duas claras), mas bem perigosas, que terminaram com conclusão ruim de Raí.

Do outro lado, o Bahia congestionou a área e obrigou o Cruzeiro a apostar nos cruzamentos e chutes de longe. No primeiro tempo, apenas um lance em que Matheus Bahia falhou ao não acompanhar a linha de zaga resultou em chance cara a cara de Edu com Danilo Fernandes. No mais, a Raposa, apesar de estar mais presente no campo de ataque (58% x 42% de posse) e finalizar mais (7 x 3), não conseguiu empilhar oportunidades.

A estratégia tricolor era arriscada, uma vez que o time não era eficiente nas subidas e viu o adversário se mostrar mais presente no campo de ataque.

Com exceção da substituição de Copete pelo irregular Raí, não mudou muita coisa no início do segundo tempo. O Tricolor seguiu com dificuldade em segurar a bola no ataque e via um adversário com mais posse chegar com perigo somente nos chutes de longe.

O time baiano tinha tudo para melhorar após a expulsão de Eduardo Brock, aos 20 minutos. Tinha porque, um minuto depois, sofreu gol do Cruzeiro.

No gol da Raposa, alguns pontos chamam a atenção. O lance aconteceu no momento em que a defesa tricolor tinha ido à área adversária aproveitar a cobrança de falta falta da expulsão do Cruzeiro. No tiro de meta, os mandantes conduziram a bola até o tão tentado chute da entrada da área resultar no rebote que Stênio aproveitou.

Tudo mudou depois do gol do Cruzeiro. Naturalmente, Enderson Moreira lançou o time ao ataque com entradas de Rodallega, Jacaré, Igor Torres e Gregory, enquanto os mandantes se seguravam.

E aqui mais um ponto que chama a atenção. O treinador tricolor empilhou atacantes, depois colocou um meia de criação e, ainda assim, manteve os três zagueiros. Não por acaso, a equipe viveu de lances aleatórios na área rival.

O Bahia conseguiu chegar com perigo, mas voltou a falhar em conclusões, além de acertar a trave e contar com um goleiro adversário inspirado.

Em um confronto direto no G-4 da Série B, o Bahia perde um jogo em que teve a “faca e o queijo” na mão. A equipe baiana foi incompetente nas chances criadas e ao não evitar o gol adversário logo quando ficou com superioridade numérica. Também teve quase 30 minutos com mais jogadores em campo em campo para buscar uma reação que não veio.

Não veio neste domingo, assim como na derrota diante da Chapecoense, que teve cenário parecido. As derrotas são duras e custam pontos preciosos na Série B. Resta saber se, até o fim da competição, eles vão fazer falta. Globoesporte