EC Bahia

Pela primeira vez desde o retorno do futebol, o Bahia teve o intervalo de quase uma semana entre um jogo e outro. Não é muito tempo, mas esperava-se, ao menos, um nível de atuação um pouco melhor no empate em 1 a 1 deste sábado, contra o Palmeiras, em Pituaçu. Mas o que se viu foi, mais uma vez, uma equipe refém das suas deficiências e salva com um gol aleatório de um jogador que há uma semana nem estava relacionado. Sorte que o adversário também não merecia vencer.

Com Daniel titular, Roger abriu mão de dois volantes marcadores no meio e lançou um time com maior capacidade de articulação de jogadas. E o Bahia teve um primeiro tempo superior ao Palmeiras. Se não de amplo domínio, mas foi quem chegou com mais perigo ao gol. E aí pecou no acabamento das jogadas.

Na etapa inicial, o Tricolor se mostrou seguro na defesa. Na frente, encontrou espaços quase sempre pelo lado direito, mas não soube aproveitar as oportunidades que teve, seja por erros técnicos ou escolhas ruins: uma ajeitada para ninguém, um chute cruzado quando poderia ter tocado por cima…

Só que essa situação se reduziu ainda mais no segundo tempo. O Bahia que teve um gol bem anulado no início da etapa final mal articulou uma jogada perigosa. Élber, atuando por dentro, puxou uma ou outra jogada em velocidade, Rodriguinho arriscou uma enfiada de bola ali, Nino apareceu para mais um cruzamento para ver no que dá…Muito pouco.

Por outro lado, nas costas de Nino Paraíba, o Palmeiras encontrou o espaço que pouco fez por merecer, mas tanto queria para chegar ao gol de Anderson. E quando Roger demonstrou estar satisfeito com o resultado trocando Rossi por Ronaldo, o clube paulista marcou o seu gol com Zé Rafael.

Atrás no placar, o Bahia passou a buscar pressionar o Palmeiras, algo que deveria ter tentado já antes. Ainda assim, sem ideias para penetrar na área pouco fez, contou com um cruzamento da intermediária, uma falha gritante de Weverton e a estrela de Marco Antônio para empatar. Empate que ameniza o prejuízo no jogo, mas que pouco traz de alívio para o ambiente de pressão sobre Roger Machado. E quarta-feira tem o Flamengo. Globoesporte