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Momentos antes da exibição de “Marighella”, o diretor Wagner Moura “trocou algumas palavras” com o público presente em um dos auditórios da Universidade de Columbia, durante o “African Diaspora International Film Festival”, em Nova York, no último sábado (7). Na ocasião, Wagner Moura denunciou a destruição da Cultura no Brasil, assim como da Ancine  (Agência Nacional de Cinema).

“Eu não gosto de falar do ‘Marighella’ como um caso isolado: todo o universo da cultura, no Brasil, está basicamente destruído. A Ancine está destruída. Acabada. Game over. E esse é o jeito que eles fazem hoje: a censura não é como a da ditadura militar, que dizia ‘isso é proibido’”, disse.

“Hoje eles infiltram pessoas nessas agências, e elas tornam tudo impossível de acontecer. Foi isso que fizeram com ‘Marighella’. Eles acharam uma forma de tornar o lançamento impossível do ponto de vista burocrático. Mas nós iremos achar um jeito”, continuou, sendo prontamente aplaudido pelo público.

O filme sobre Carlos Marighella enfrenta questões burocráticas na Ancine e, por isso, ainda não foi lançada no Brasil. A produção do filme afirmou que “a O2 Filmes não conseguiu cumprir a tempo todos os trâmites exigidos pela Ancine”.