Foto: Jorge Jesus/bahia.ba

Vice-presidente do União Brasil e ex-prefeito de Salvador, ACM Neto classificou o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), como “negacionista no que se refere à violência”, ao comentar os números da educação e da segurança pública no estado.

“Nunca os baixíssimos índices de educação estiveram tão relacionados com os altíssimos índices de violência como estão hoje no estado da Bahia. A gente pode ver aqui o exemplo da cidade de Salvador. Mais de 22 escolas somente da rede municipal já foram obrigadas a fechar as portas por falta de segurança. Isso prejudicou a vida de mais de sete mil alunos”, afirmou ACM Neto, ao comentar a guerra do tráfico e tiroteios no estado.

Para reforçar seu argumento, o ex-prefeito da capital citou o caso de uma escola da comunidade de Vila Verde, que ficou fechada por mais de 15 dias por causa da violência. “Os professores e funcionários não tiveram condições de acolher os alunos por conta da falta mínima de segurança pública nessa comunidade”, lembrou o vice-presidente do União, destacando que a situação não está restrita a Salvador e se espalha pelo interior baiano.

“A Bahia ocupa o segundo pior lugar em nota no IDEB do Brasil. Por outro lado, nós somos o estado com o maior número de homicídios de todo esse país. Nós esperávamos que a lógica fosse inversa, que a Bahia liderasse pelos bons exemplos da educação e pelos baixíssimos índices de violência, mas é o contrário o que acontece”, criticou o ex-prefeito, que na disputa pelo governo da Bahia, em 2022, foi derrotado por Jerônimo, a quem acusa de negligenciar a educação e a segurança pública.

“Infelizmente um governo estadual que vira as costas para a educação, um governador que defende a aprovação automática dos alunos, que não está preocupado se os alunos têm as mínimas condições de frequentar as escolas por conta da segurança pública, também é negacionista no que se refere à violência. É como se não acontecesse em território baiano, ou como se ele não tivesse responsabilidade pelos fatos”, disse Neto.

“A responsabilidade, governador Jerônimo Rodrigues, é sua, que já passou da hora de cuidar da vida dos baianos, de dar outra atenção e proteção à vida das pessoas, principalmente dos nossos jovens, que são vítimas das balas perdidas, do tiroteio e das facções criminosas nas comunidades, e vítimas também de uma educação que não prioriza o futuro dos nossos alunos”, concluiu. Bahia.Ba