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247 – Jair Bolsonaro está apavorado com a crescente possibilidade de seu ex-ministro da Justiça Anderson Torres delatá-lo e expor seu papel nos atos do 8 de janeiro, quando terroristas bolsonaristas invadiram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. A informação é do jornalista Josias de Souza, do portal UOL.

O jornalista cita a recente decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que manteve a prisão preventiva de Torres. O despacho deixou, além de Bolsonaro, operadores políticos do ex-chefe de governo “alvoroçados”, segundo o jornalista.

“Em privado, Bolsonaro disse a aliados estar convencido de que Moraes, seu antigo desafeto, prolonga o ‘suplício’ de Torres para forçar o ex-auxiliar a incriminá-lo nos inquéritos sobre o 8 de janeiro”, escreve.

Torres foi preso em 14 de janeiro investigado por omissão durante os atos terroristas. As investigações citam ainda a ‘minuta do golpe’ encontrada pela Polícia Federal na casa do ex-ministro. O documento continha as instruções para decretar um “estado de defesa” na sede do Tribunal Superior Eleitoral para contestar a vitória do presidente Lula sobre Bolsonaro nas eleições presidenciais.

Em meio à pressão para uma delação de Torres, um membro do clã Bolsonaro, Eduardo, filho de Jair, chegou a dizer que o ex-ministro teria “procurado se suicidar” na prisão. Aliados do ex-chefe de governo deram início a um monitoramento do quadro emocional do ex-ministro nos últimos dias.