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O anúncio da liberação de US$ 650 milhões para o financiamento da construção da ponte Salvador-Itaparica  é mais um passo na direção da concretização do projeto, que sofreu reajustes expressivos e teve a sua negociação emperrada por questões políticas e diplomáticas.

O Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe, mais conhecido como CAF, aprovou a destinação de US$ 650 milhões para o Brasil, sendo US$ 500 milhões direcionados ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e US$ 150 milhões diretamente para o Estado da Bahia.

Esse dinheiro será utilizado pelo Consórcio Ponte Salvador Itaparica (CPSI) para a construção da ponte. As negociações ganharam novo ritmo após a mudança no Governo Federal e várias etapas já foram superadas no sentido de viabilizar o projeto, como explica o secretário estadual da Casa Civil, Afonso Florence.

“Tivemos um entrave diplomático na negociação com as empresas chinesas. Com a vinda de Lula, Jerônimo foi à China, reabriu a relação diplomática, Lula mandou carta para Xi Jingping (presidente chinês), a postura das empresas mudou porque as relações diplomáticas também mudaram”.

Prova disso é que, no último dia 12, o CPSI renovou o seguro obrigatório para a realização da obra. Até o fim da próxima semana, o consórcio deve apresentar os novos valores do contrato, que virão acompanhados de um pedido de antecipação do reembolso previsto por parte do governo do estado.

A próxima etapa é a sondagem para a elaboração do projeto executivo. São 172 pilares, com 60 metros de lâmina d´água e 100 metros der rocha, em média, que devem ser analisados um a um. Na última terça-feira, 12, sete executivos da CRCC Investimentos Internacional, acionista da Concessionária Ponte Salvador-Itaparica, percorreram o trajeto previsto para a construção da ponte.

O governador Jerônimo Rodrigues demonstra otimismo com relação a um desfecho das negociações e o início das obras. “Tenho sentado semanalmemnte com o consórcio e já chegou até a nós a determinação do governo chinês de iniciar as sondagens… aí a gente consegue determinar o valor real da obra, a profundidade, a quantidade de pilares, fazendo essa sondagem é o projeto executivo, aí teremos condições de concluir a sondagem e iniciar a ponte”, detalha o governador.

Após o CPSI apresentar os novos valores, no dia 25 será instalada uma comissão de solução de controvérsia. “Qual a controvérsia”?, pergunta Florence. “O preço do contrato”, ele mesmo responde, lembrando do desequilíbrio financeiro provocado pela pandemia. Até agora dos 25 pedidos de reequilíbrio apresentados, apenas um ainda não foi equacionado. Resolvidas essas pendências, a ponte poderá, finalmente, começar a se tornar realidade. A Tarde