Depois de ficar três meses internado em estado grave no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, Gabriel Carvalho de Oliveira, de 5 anos, morreu na tarde desta última quinta-feira (11). O menino é a 10ª criança que morreu em função do incêndio provocado pelo segurança Damião Soares dos Santos, de 50 anos.

 

O incêndio aconteceu no Centro Municipal de Educação Infantil Gente Inocente, em Janaúba, no norte de Minas Gerais, no dia 5 de outubro. O ataque matou ainda três professoras. A unidade de saúde informou que, das vítimas da tragédia na creche, apenas uma paciente do sexo feminino permanece internada no local.

 

Seu estado é clinicamente estável. Estava hospitalizada no João XXIII também a auxiliar de professora Geni Oliveira Lopes Martins, de 63 anos, que teve a morte confirmada no dia 6 de novembro. Um mês depois, morreu outra auxiliar de professora: Jessica Morgana Silva Santos, de 23 anos, que estava internada na Santa Casa de Montes Claros. Além de Jessica, Geni e das dez crianças, morreram a professora Heley de Abreu Silva Batista.

 

O próprio homem que ateou fogo na sala de aula também morreu. Considera uma “heroína” em Janaúba por lutar contra o vigilante e evitar a morte de mais crianças, a professora terá seu nome acrescentado ao da creche, que passará a se chamar “Gente Inocente-Heley de Abreu” quando a unidade de ensino for reinaugurada.

 

De acordo com testemunhas, Heley tentava socorrer as crianças em meio ao incêndio quando percebeu que o vigilante estava retornando ao local, com mais combustível e um palito de fósforo nas mãos. Ela tentou impedir o criminoso, e os dois chegaram a entrar em luta corporal.