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O governador Jerônimo Rodrigues (PT), em conversa com a imprensa durante o lançamento da Revista Nova Bahia, que ocorreu na terça-feira (20), na Sala do Coro, do Teatro Castro Alves (TCA), buscou explicar a sua fala voltada à aprovação em massa de alunos da redes estadual de ensino. De acordo com Jerônimo, ele não defendeu este modelo.

“Não estou falando de aprovação em massa, mas que a escola tem que aprovar aquele menino e menina que se dedica, vai o ano inteiro na escola e, no final do ano, a nota vermelha está lá e ele ouve que vai ter que fazer tudo de novo; é uma disciplina, é duas, tem outra saída? Se tiver nesse aspecto a gente modifica”, declarou o governador.

Jerônimo disse que pode voltar atrás quanto ao conteúdo da portaria 190, criticada por opositores durante o dia de ontem. “Não tenho problema de voltar atrás se for para melhorar o que eu quero: que a escola seja acolhedora e inclusiva. […] Não sou desses que guardam uma palavra e vou até o final se tem um desenho, um caminho melhor. Não vou carregar isso. O estado da Bahia teve no passado um formato de escola que não serve para a gente”, disse o petista, sobre esse modelo escolar que, segundo avalia, era menos acolhedor.

O governador explicou então que a ideia é permitir o progresso de estudantes que tenham sido reprovados em uma ou duas disciplinas. “Estamos tratando dos estudantes que frequentam a escola o ano inteiro e, no final do ano, tiveram uma dificuldade em uma disciplina ou outra; é uma aprovação condicionada. Ele vai virar o ano na série seguinte, mas tem obrigação com aquela disciplina que ele não fez, que ele não passou. Se ele não conseguir lucrar aquilo no sentido de resolver, aquele ano seguinte não vai ser contabilizado. Então não se trata de aprovação em massa. Tem alguém utilizando disso: não sei quem é, não quero saber”, comentou o governador. Política Livre