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Tensões crescem entre bolsonaristas após as revelações de que o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, tentou vender um relógio da marca Rolex, presente recebido pelo então presidente durante uma viagem oficial à Arábia Saudita. A negociação do relógio veio à tona por meio de documentos enviados à CPMI do 8 de Janeiro, incluindo trocas de e-mails oficiais feitas por Cid para concretizar a venda. A notícia foi inicialmente divulgada pelo jornal O Globo e posteriormente confirmada por outras fontes.

Em conversas reservadas, bolsonaristas têm admitido que as evidências de possíveis crimes cometidos pelo ex-ajudante de ordens são substanciais, tornando o militar cada vez mais “indefensável”, de acordo com o colunista Igor Gadelha, do Metrópoles. Além disso, a CPMI teve acesso a um relatório do Coaf que aponta uma movimentação financeira atípica de R$ 3,2 milhões na conta do ex-ajudante de ordens em apenas sete meses.

Esses eventos estão gerando grande preocupação entre os apoiadores do ex-presidente, que estão observando a situação do tenente-coronel Mauro Cid se agravar e se tornar um problema cada vez maior para o movimento bolsonarista. A repercussão das revelações está sendo amplamente discutida e aguarda-se como a situação irá evoluir no âmbito jurídico e político.

Em 6 de junho de 2022, Cid recebeu um e-mail em inglês de uma interlocutora. Ela expressou: “obrigada pelo interesse em vender seu Rolex. Tentei entrar em contato por telefone, mas não obtive sucesso.” Em seguida, questionou: “Qual é o valor que você espera receber por ele? O mercado de relógios Rolex usados está em declínio, especialmente para modelos cravejados com platina e diamante, devido ao alto valor. Quero ter certeza que estamos na mesma linha antes de fazermos tanta pesquisa”.

Em resposta, Mauro Cid informou que não possuía o certificado do Rolex, uma vez que “foi um presente recebido durante uma viagem oficial”, e ele tinha a intenção de vender o relógio por US$ 60 mil (cerca de R$ 300 mil, conforme a cotação atual). Entretanto, os e-mails não detalhavam as circunstâncias da aquisição do relógio, informa o jornal O Globo. Brasil247