Foto: Mauricio Tonetto / Secom

No estado, 700 mil micro e pequenas empresas foram afetadas pelas enchentes, especialmente no Vale do Taquari, na Serra e na Região Metropolitana de Porto Alegre. Rio Pardo, por exemplo, ficou 12 dias debaixo d’água.

“Rio Pardo é uma cidade onde 90% das empresas são micro e pequenas empresas. Cada empresa são várias famílias impactadas”, afirma Maurício Gunther, presidente da Associação Comercial Industrial e Distribuição da cidade de Rio Pardo.

Em Simimbu, a 180 km de Porto Alegre, não tem uma loja sequer que não tenha sido afetada pela enchente. Farmácia, açougue, lojas de roupa, material de construção, churrascaria, funerária: nada funciona mais. A cidade tem só 32 anos. Agora está sem cor, sem forma.

“Nós não temos mais mobilidade, perdemos em torno de 15 pontes grandes. A reconstrução depende das pessoas também virem e de novo poder trabalhar no seu comércio”, diz Sandra Baques, prefeita de Sinimbu.

A própria família da prefeita tem dois comércios; perdeu tudo. “No planejamento agora da cidade, a gente precisa projetar a cidade mais para o alto”, diz a prefeita. A vizinha Lajeado, com quase 100 mil moradores, também foi devastada. A indústria de vidros do empresário Renato Arenhart estava no caminho da água.

“Foi água com pressão. Imagina o volume de água que é, o peso da água. Entrou pelas paredes e foi destruindo tudo. Saíram 15 carretas de vidro de sucata”, conta. Em Muçum, cidade com quase 5 mil habitantes, o Fantástico foi até uma fábrica de couros, empresa que mais emprega gente na cidade. G1