Foto: Betto Jr./ Secom/Arquivo

Às vésperas do fim da janela partidária [ 6 de abril], que permite que os candidatos que têm mandato possam trocar de partido sem sofrer punição por infidelidade partidária, o prefeito Bruno Reis (União Brasil), que deve tentar se reeleger, acumula entraves para formar sua chapa.

O vereador Aleluia que migrou do União Brasil para o Partido Liberal (PL), por exemplo está nesse rol, conforme fontes do bahia.ba. Ele, que se consolidou uma base bolsonarista, agora tenta se desvincular e mudar de partido, mas não encontra muitas alternativas. O comentário é de que equacionar esse quebra-cabeças não tem sido uma tarefa fácil para ele e nem para o líder desse processo.

Aleluia, inclusive, teria tentando uma manobra junto à nacional do Cidadania, mas foi travado por membros do PSDB, partido que compõe a federação com a sigla. Ele tentou também o PP sem sucesso. O PDT é visto como uma alternativa.

Também neste sentido, Sidninho que hoje está no Podemos, mas que está na base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), está de saída do partido e nutre o desejo de migrar para o PSDB. Fontes afirmam existir resistência por parte da federação. Por outro lado, informações dão conta de que ele, tem como garantia ocupar a vaga de Téo Senna, que pode deixar o ninho tucano ou a de Joceval Rodrigues que já deixou o Cidadania. Ele já teria o aval do presidente da federação em Salvador, presidente da Câmara, vereador Carlos Muniz.

Já no âmbito do Republicanos, existe o anseio de saída do partido de Kel de Torres, Alberto Braga e Almir Barreto. Com isso, é possível que a legenda não emplaque três vereadores da igreja que já estaria  pensando em botar um candidato no DC ou PRD.

“Por isso, a permanência de Kel ou Alberto é imprescindível para o partido, mas eles não querem. Alberto tem compromissos com o Republicanos, por exemplo, e está entre a cruz e a espada entre manter os compromissos ou migrar, conforme desejo para ser eleito, para o DC ou União Brasil”, revelou uma fonte em condição de anonimato.

O União Brasil, partido do prefeito, que tem como expectativa eleger de 7 a 8 vereadores, dá como certo cinco eleitos [Paulo Magalhães, Duda Sanches, Claudio Tinoco e Cátia Rodrigues], mas Palhinha que ficou fora dessa lista briga para não deixar ninguém mais se filiar e ele conseguir a reeleição junto com Marcelle Moraes. Contudo, na briga de ‘peixe grande’ estão Anderson Ninho, que é ‘persona non grata’ no PDT por não ter votado em Ciro Gomes na eleição presidencial e, Alberto Braga.

O PP, que conta como promessas Maurício Trindade, Jorge Araújo, Sandro Bahiense, Gordinho da Favela e Roberta Caires pelas contas faz de três a quatro, mas Roberta Caires já estaria querendo ‘pular do barco’ com receio de ‘naufragar’ e já teria brecado a entrada de Aleluia. Porém, o ex-prefeito, ACM Neto já a teria tranquilizado e garantido sua eleição na sigla e apertado o aliado Bruno Reis.

O PDT, por sua vez, que era tido como o partido para Omar Gordilho [Limpurb], apadrinhado de Félix Mendonça Júnior e de Ana Paula Matos e Zilton Neto [Codecon] de Leo Prates, acaba inchando com a vinda de Débora Santana, a mulher de Uziel Bueno, Leandro Guerrilha e, possivelmente, Aleluia e preocupando.

No meio desse embate, os comentários são de que o PL de João Roma, que já confirmou apoio ao comandante do Thomé de Souza, pode acabar sendo o partido mais atrativo. Isnard Araújo é um dos que já confirmaram o passe ao Partido Liberal ao romper com a Igreja Universal e é menos um problema para o gestor  soteropolitano para a formação de sua chapa que conta com oito partidos: UB,PP, PSDB, DC, PRD, PDT, PRB e o PL, mais o PMB, de Átila do Congo que tenta uma cadeira, além do ‘namoro’ com o PL e o Novo.