© Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) recebeu do governo da Argentina a lista dos foragidos pelos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 que estão refugiados no país vizinho, e encaminhou o material ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Investigações da operação Lesa Pátria apontam que acusados de envolvimento nos atos golpistas entraram na Argentina e pediram refúgio naquele país.

Uma operação da Polícia Federal (PF) foi deflagrada no começo deste mês, para prender envolvidos nos ataques que descumpriram medidas cautelares ou fugiram para outros países.

Além da Argentina, a PF trabalha com a possibilidade de que outros denunciados estejam no Paraguai e no Uruguai. Ao todo, a previsão é que pelo menos 180 acusados estejam em outros países.

Alguns desses foragidos, cerca de 65, foram mapeados pelas autoridades argentinas. Nenhum deles passou pelos controles migratórios.

Apurações dão conta de que eles podem ter entrado no país vizinho até mesmo em porta-malas de veículos. Outros entraram caminhando pela ponte na fronteira, ou atravessando o rio Paraná. Todas as fugas ocorreram em 2024.

O Brasil vai pedir a extradição dessas pessoas.

Relembre a operação

A ação ocorreu em 6 de junho, e configura mais uma fase da Operação Lesa Pátria. Os envolvidos, segundo a PF, descumpriram medidas cautelares judiciais ou ainda fugiram para outros países, com o objetivo “de se furtarem da aplicação da lei penal”.

A principal rota, segundo os investigadores, é a Argentina.

Entre os descumprimentos de medidas, ainda de acordo com os policiais, estão: violação de tornozeleira eletrônica; mudança de endereço sem comunicação; e o não comparecimento à Justiça.

Os nomes dos foragidos que não forem presos serão incluídos no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP). G1