Cenas de violência voltaram a tomar conta dos noticiários esportivos no Brasil. Na última quarta-feira (22), um ônibus do Fortaleza foi atacado por torcedores do Sport. Três dias depois, mais um episódio: torcedores do Internacional tiveram traumatismo craniano ao serem atingidos por cadeiras arremessadas no estádio Beira-Rio. Os casos relembraram cenas semelhantes que completaram dois anos no último sábado (24) e ainda não tiveram sequer julgamento. É o ataque ao ônibus do Bahia, que aconteceu no dia 24 de fevereiro de 2022 e deixou dois jogadores feridos.

Naquele dia, o ônibus que levava os jogadores do Esporte Clube do Bahia sofreu uma emboscada e foi atingido por artefatos explosivos, deixando dois jogadores feridos, em mais uma ocorrência em que a pressão dos torcedores cruzou os limites e foi além das arquibancadas. O time estava a caminho da Arena Fonte Nova para o jogo com o Sampaio Corrêa, pela Copa do Nordeste. No atentado, o goleiro Danilo Fernandes e o lateral-esquerdo Matheus Bahia ficaram feridos.

Em busca de respostas, o Metro1 procurou os advogados do caso, o Ministério Público (MP-BA) e o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Até hoje, nenhum dos quatro suspeitos, indiciados por tentativa de homicídio, foi julgado. O MP-BA encaminhou o caso para a Justiça. Em nota, o TJ-BA explicou que aguarda as citações dos acusados – quando ocorre a notificação formal. Portanto, não há um prazo definido para julgamento.

O advogado Milton Jordão, que atuou no caso representando o clube na fase policial explicou que, para iniciar o processo chamado “primeira fase do júri”, quando as testemunhas, vítimas e os acusados serão ouvidos, é necessário que os denunciados sejam notificados pelos oficiais através da citação. “Quando a citação ocorre, o processo está pronto para ter andamento”, explicou Milton.

Hugo Oliveira da Silva Santos, Janderson Santana Bispo, Marcelo Reis dos Santos Junior e Marcelino Ferreira Barreto Neto foram denunciados pelo Ministério Público por tentativa de homicídio e respondem em liberdade. De acordo com as investigações, os quatro faziam parte da Torcida Organizada Bamor. Metro1