EC Bahia

O Bahia entrou em campo para enfrentar a Juazeirense, neste domingo (27), diante de um cenário favorável. O Esquadrão dependia apenas dele para ingressar no G4 do Baianão, e qualquer triunfo colocaria o time lá. Mas o tricolor não fez a parte dele e saiu do Adauto Moraes, em Juazeiro, com derrota por 1×0.

O gol foi relâmpago, marcado por Deysinho ainda aos três minutos da partida, válida pela 6ª rodada do estadual. Com o revés, o Bahia fica estacionado com seis pontos, na 6ª colocação. São três de distância do rival Vitória, que fecha a zona de classificação, e dois do Doce Mel, que abre o Z4.

Já o Cancão de Fogo conquistou o primeiro triunfo no Baianão e saiu da zona de rebaixamento, subindo para a 8ª posição. De quebra, colou no Bahia. São os mesmos seis pontos do tricolor e do Unirb, mas aparece atrás já que tem saldo de gols pior.

Na próxima rodada, o Bahia enfrenta o Atlético de Alagoinhas no Carneirão. O confronto será na quarta-feira (2), às 19h15. Já a Juazeirense pega o Bahia de Feira na Arena Cajueiro no domingo (6), às 18h30. Antes, na quarta, o Cancão de Fogo estreia na Copa do Brasil, com visita ao Grêmio Anápolis-GO, às 20h30.

O jogo

Depois de quatro jogos seguidos pela Copa do Nordeste, o Bahia voltou suas atenções de novo para o Campeonato Baiano, e teve algumas mudanças na escalação. Vetado pelo DM por dores no joelho, Luiz Otávio deu lugar a Gustavo Henrique, enquanto Hugo Rodallega, com desgaste físico, foi substituído por Marcelo Ryan.

O atacante Marcelo Cirino, que havia sido retirado da lista de relacionados na vitória contra o Sampaio Corrêa por causa do ataque ao ônibus tricolor, também foi vetado. Ele apresentou dor de cabeça e ouvido. Já o lateral esquerdo Matheus Bahia, que ficou ferido com o atentado, retornou ao time titular. Luiz Henrique, por sua vez, foi escalado mais adiantado.

Quem abriu o placar, porém, foi a Juazeirense, com um gol ainda no comecinho do jogo. Aos três minutos, Matheus Teixeira espalmou mal um cruzamento do Cancão de Fogo, em direção à segunda trave. Na sobra, Nildo Petrolina, de costas, serviu Deysinho, que cabeceou sem chances ao goleiro do Esquadrão.

Com a vantagem no placar, o time anfitrião ficou mais tranquilo. Se fechou, abusou das bolas longas e até ia conseguindo trocar passes, apesar do gramado pesado do Adauto Moraes. Quase ampliou aos 17, quando Clebson ficou com a bola na intermediária, ajeitou e mandou uma bomba de fora da área, bem perto do gol de Matheus Teixeira.

Já o Bahia mostrava muitas dificuldades na partida. Tentava encontrar espaços para avançar, mas, diante de uma Juazeirense bem postada no campo de defesa, não conseguia – e, assim, pouco criou. Teve um lance de perigo aos 23, quando Matheus Bahia roubou a bola, avançou e cruzou com perigo. Ignácio deu o carrinho, mas não alcançou a redonda.

Depois, só voltou a assustar aos 46: após um escanteio cobrado na segunda trave, Gustavo Henrique subiu mais que todo mundo e cabeceou à queima-roupa. A bola quicou no gramado e seguiu em direção ao gol, mas Calaça voou, fazendo uma defesaça.

Diante das dificuldades do primeiro tempo, o técnico Guto Ferreira fez duas alterações no vestiário: tirou Matheus Bahia e Patrick e colocou Ronaldo e Rezende. Mas o cenário continuou como a etapa inicial: Juazeirense fechada no campo de defesa, controlando o 1×0, enquanto o Bahia abusava da bola longa para tentar chegar na área, sem trabalhar muito no meio-campo.

Aos 14, Raí arriscou um chute forte de fora da área, obrigando Calaça a fazer a defesa. Alguns minutos depois, foi a vez de Everton ficar com uma sobra e finalizar, por cima do gol do Cancão de Fogo.

Na reta final, o Bahia voltou a aparecer com perigo. Aos 47, Ronaldo cruzou, Mugni, com a sobra, tentou a finalização, só que a bola bateu na marcação, arrancando pedidos de pênalti – mas o árbitro mandou seguir. Douglas Borel tentou cruzamento, que foi nas mãos de Calaça. A pressão não deu certo, e a vitória da Juazeirense foi decretada. Correio da Bahia