Foto: Joá Souza/GOVBA

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística( IBG), no ano de 2022, havia na Bahia 469.986 unidades locais de empresas formais, que contavam com 2.978.368 pessoas ocupadas, sendo que, destas, 549.064 eram proprietárias/sócios, e 2.429.304 eram empregadas assalariadas. Em todos esses indicadores (número de unidades locais, pessoal ocupado e pessoal ocupado assalariado), a Bahia apresentava o 7º maior contingente do Brasil e o maior das regiões Norte e Nordeste.

O estado respondia por 4,4% das 10.607.102 unidades locais de empresas formais do Brasil. São Paulo liderava, com 3.539.337, seguido por Minas Gerais (1.002.497) e Paraná (796.413). Em relação ao pessoal ocupado, a Bahia tinha 4,7% do total nacional (ou 2.978.368 de 62.746.860). O indicador também era liderado por São Paulo (18.391.352), seguido por Minas Gerais (6.432.111) e Rio de Janeiro (5.053.987).

Já o salário médio mensal pago aos trabalhadores assalariados do setor empresarial na Bahia era de R$ 2.839,60, em 2022, ficando abaixo da média nacional (R$ 3.542,19), e sendo o 6º mais baixo do país. Os nove estados da região Nordeste ficaram nas últimas posições no ranking do salário médio no setor empresarial, com Paraíba (R$ 2.636,51), Alagoas (R$ 2.645,65) e Piauí (R$ 2.781,60) tendo os menores valores do país. Por outro lado, as maiores remunerações médias ficavam com Distrito Federal (R$ 5.902,12), Amapá (R$ 4.190,94) e São Paulo (R$ 4.147,84).

Microempresas representavam 92,5% do total das unidades locais baianas

Em 2022, 9 em cada 10 unidades locais de empresas ativas na Bahia eram consideradas microempresas, com até 9 pessoas ocupadas: 92,5% ou 434.577 das 469.986 em atividade. As pequenas empresas (de 10 a 49 pessoas ocupadas) somavam 30.306, representando 6,4% do total, e as empresas de médio porte (de 50 a 249 pessoas ocupadas) eram 3.888, ou 0,8% das unidades locais baianas.

Já as grandes empresas, com 250 pessoas ocupadas ou mais, eram 1.215, somente 0,3% das unidades locais empresariais baianas. Nacionalmente, as microempresas também representavam 92,5% do total (9.812.509), e as grandes empresas eram somente 0,2% (23.541).

Administração pública tinha apenas 0,9% das unidades locais, mas 28,0% dos assalariados da Bahia; entidades empresariais lideravam indicadores

Na Bahia, em 2022, em relação à natureza jurídica, as entidades empresariais (privadas) eram a maioria das unidades locais e tinham o maior contigente de pessoal ocupado. Elas somavam 398.133 unidades locais, ou 84,7% do total e concentravam 70,0% do pessoal ocupado no setor empresarial, no estado (2.086.321 pessoas), enquanto o pessoal ocupado assalariado era 65,2% (1.583.830). Já as empresas da administração pública eram apenas 0,9% das unidades locais da Bahia (4.328), porém concentravam mais de ¼ dos trabalhadores assalariados no setor empresarial do estado (28,0% ou 679.839 pessoas).

A proporção de assalariados na administração pública baiana (28,0%) em relação ao total dos trabalhadores no setor empresarial era superior à nacional (20,3%), mas era somente a 14ª maior do país. Roraima (47,2%), Tocantins (46,1%) e Amapá (45,0%) tinham as maiores proporções. As entidades sem fins lucrativos eram 14,4% das unidades locais empresariais na Bahia (67.525), reunindo 6,8% dos assalariados do setor (165.635 pessoas).

Na BA, comércio tem mais unidades locais e pessoal ocupado; administração pública tem mais assalariados; e atividades financeiras, o maior salário

Em 2022, dentre as seções da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0.), comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas era a mais representativa na Bahia, tanto em número de unidades locais de empresas ativas, quanto em total de pessoal ocupado. Naquele ano, o estado contava com 175.548 unidades de empresas do comércio, o que representava 37,3% do total. Dentro desse setor, o comércio varejista era o principal destaque, com 134.774 unidades locais na Bahia. Em relação ao pessoal ocupado, o comércio também liderava, com 642.212 trabalhadores na Bahia, 21,6% do total. Porém, era seguido de perto pela administração pública, com 557.886 pessoas ocupadas (18,7% do total).

A administração pública assumia a liderança quando se tratava do pessoal ocupado assalariado. A atividade concentrava quase ¼ do total do estado (23,0% ou 557.765 pessoas assalariadas). O comércio, apesar de reunir mais pessoas ocupadas, tinha menos assalariados que a administração pública, com um contingente de 448.957 empregados da Bahia, 18,5% do total.

O segmento empresarial com a maior remuneração média mensal na Bahia, em 2022, era o de atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados. O setor, que empregava 24.427 assalariados, tinha um salário médio de R$ 7.171,73. Na sequência, vinham as seções de eletricidade e gás (R$ 6.981,02) e organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais (R$ 5.360,93). Por outro lado, o menor salário médio, na Bahia, era o do setor de atividades administrativas e serviços complementares (R$ 1.659,99).