Foto: Matheus Landim/GOVBA

O último levantamento do Índice de Condição da Manutenção (ICM) do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), divulgado no mês de junho de 2024, aponta que a Bahia e outros 15 estados brasileiros, além do Distrito Federal têm, pelo menos, 70% das rodovias federais classificadas como boas.

No cenário, as rodovias que cortam a Bahia têm, segundo o levantamento, 75% de estradas classificadas como “bom” no ICM. Isso representa mais de 4,7 mil quilômetros. Apesar de possuir uma malha inferior à da Bahia, o Espírito Santo se apresenta como o maior índice geral na avaliação. Ao todo, o estado tem 526 quilômetros de boas estradas, o que representa 94% do total.

Em maio, o DNIT alcançou o melhor ICM geral em oito anos: 70%. Grande parte deste feito deve-se aos altos investimentos que o governo federal tem feito, desde o início do ano passado, para melhorar as condições da malha viária do país. Somente em 2024, o orçamento para manutenção rodoviária é de aproximadamente R$ 12,5 bilhões.

“Desde que assumimos a gestão, estamos desenvolvendo diversas ações de melhorias voltadas às rodovias federais de todo o país, com o objetivo de melhorarmos a mobilidade e darmos segurança e trafegabilidade a toda a nossa população. Isso inclui projetos de pavimentação, manutenção, construção, entre outros. Com isso, elevamos de 52%, em janeiro de 2023, para 70%, em maio de 2024, o índice de estradas classificadas como boa no nosso ICM, a maior marca em oito anos”, comemora o diretor-geral do DNIT, Fabrício Galvão.

Melhorias em mais de 10 mil quilômetros

De acordo com o ICM, entre o início do ano passado e maio deste ano, mais de 10 mil quilômetros de rodovias foram elevadas à condição boa. Para se ter uma ideia, apenas no estado do Mato Grosso do Sul, 2.561 quilômetros (85%) de estradas estão em boas condições. Em Goiás, são 2.022,4 quilômetros (85%) com avaliação boa.

“O DNIT mantém equipes que fazem o monitoramento constante das estradas sob sua responsabilidade, em todo o país, com serviços de restauração e revitalização, além de estudos de viabilidade para obras de pavimentação que tragam mais segurança aos usuários. Vamos seguir sempre atuando com o compromisso de melhorar, mês a mês, a condição das nossas rodovias para a nossa população”, completa o diretor-geral do Departamento.

O ICM foi criado pelo DNIT para avaliar a condição da manutenção das rodovias sob sua jurisdição, de forma a servir como referência para o acompanhamento das ações da autarquia. O índice é calculado a partir de levantamento de campo, buscando classificar cada segmento em quatro categorias: péssimo, ruim, regular ou bom. O cálculo é composto pelo Índice de Pavimentação – IP (panelas, remendos e trincas) – que representa 70% do valor final – e pelo Índice de Conservação – IC (roçada, drenagem sinalização horizontal e vertical), que representa os 30% restantes.

Completando a lista de estados que têm avaliação boa acima dos 70%, estão:

Alagoas – 81% dos 946,4 quilômetros
Distrito Federal – 89% dos 212,5 quilômetros
Mato Grosso – 78% dos 3475,2 quilômetros
Paraíba – 74% dos 1549 quilômetros
Paraná – 74% dos 3312,5 quilômetros
Pernambuco – 81% dos 2381,4 quilômetros
Rio de Janeiro – 84% dos 265,5 quilômetros
Rio Grande do Norte – 73% dos 1680,12 quilômetros
Rio Grande do Sul – 73% dos 4777,3 quilômetros
Rondônia – 76% dos 2011,9 quilômetros
São Paulo – 93% dos 59,1 quilômetros
Tocantins – 80% dos 2060,7 quilômetros A Tarde