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O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez um discurso na noite desta quarta-feira (13) carregado na pauta de costumes, com expressões homofóbicas e transfóbicas, em Imperatriz (MA), ao receber uma comenda em um evento evangélico –segmento que é uma de suas apostas na campanha pela reeleição.

Ele defendeu que “o Joãozinho seja Joãozinho a vida toda”, que “a Mariazinha seja Maria a vida toda” e repetiu que o seu modelo de família é composto por “homem, mulher e prole”.

Ao defender barrar projetos de lei que não sejam conservadores, disse que no governo Lula (PT) houve tentativa de “desconstrução da heteronormatividade”.

“O que nós queremos é que o Joãozinho seja Joãozinho a vida toda. A Mariazinha seja Maria a vida toda, que constituam família, que seu caráter não seja deturpado em sala de aula.”

Em 2011, ainda como deputado, disse: “Seria incapaz de amar um filho homossexual. Não vou dar uma de hipócrita aqui. Prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí.”

Em 2019, em conversa com jornalistas, afirmou: “Quem quiser vir aqui [ao Brasil] fazer sexo com uma mulher, fique à vontade. O Brasil não pode ser um país de turismo gay. Temos famílias”.

Em diferentes oportunidades nesta quarta, o presidente falou que seus adversários defendem o aborto.

“O que alguns querem para o nosso Brasil? Querem aprovar o aborto como se fosse a extração de um dente. Dizem que isso é questão de saúde e não uma questão de acreditar que a vida começa na concepção”, disse Bolsonaro.

Ele voltou a bater na tecla do aborto ao projetar as duas vagas que o próximo presidente indicará ao STF (Supremo Tribunal Federal) em 2023. Disse que pretende colocar “gente que pensa exatamente como nós, que tem a nossa crença” e que jamais indicaria “um abortista”.

Bolsonaro também falou sobre a atuação dos ministros indicados por ele ao STF: André Mendonça e Kassio Nunes Marques. Folha uol