Em entrevista realizada nesta última quarta-feira (27), na recém lançada Jovem Pan News TV, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que, na negociação que faz para disputar a reeleição em 2022, as maiores probabilidades é de ingressar no PL ou no PP. Mas o mandatário apresentou uma condição durante a entrevista que seria colocada aos partidos: poder indicar metade dos candidatos ao Senado nos estados.

Procurado pelo Política Livre, o presidente estadual do PL, José Carlos Araújo, foi cauteloso e ressaltou que, neste momento, das discussões ocorrem entre Bolsonaro e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. “Porque é presidente [vai] poder indicar tudo? Aí é difícil. É óbvio que o presidente nacional vai ouvir os presidentes estaduais”, disse Araújo, na tarde desta quarta-feira. O ex-deputado federal disse, porém, que ter um candidato a presidente da República no partido “é uma coisa boa”. Em recente entrevista, o presidente do PL na Bahia garantiu que o partido também apoiará ACM Neto.

Nomes

O presidente Jair Bolsonaro já disse em algumas oportunidades que quer focar na escolha de candidatos ao Senado para aumentar a base de apoio no Congresso em um possível novo mandato. Há especulações de nomes nos meios bolsonaristas como as da médica Raíssa Soares, que deve deixar a Secretaria de Saúde de Porto Seguro para se dedicar a uma pré-campanha, e do ministro da Cidadania João Roma, atualmente no Republicanos.

Sobre Raíssa, Araújo disse que o PL indicaria para a disputa do cargo um nome mais conhecido em todo o estado. “A médica de Porto Seguro  não tem nome na Bahia toda. Em primeira mão, buscaríamos alguém com um peso maior. Acho que Bolsonaro não faria uma coisa dessas: empurrar um nome que não seja palatável”.

Nem a possibilidade de João Roma disputar uma vaga na majoritária pelo PL seria garantido. “Se o PL tiver um compromisso firmado, iremos honrar. Mas não é possível empurrar um nome goela abaixo”, disse José Carlos Araújo. Ele salientou, entretanto, que o nome de Roma não foi discutido no partido ainda. Política Livre