Ainda em Israel, na noite desta última segunda-feira (2), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a criticar a metodologia adotada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para medir a taxa de desemprego no Brasil. Antes, ele disse que o método é uma farsa. Agora, avaliou que ele não corresponde à realidade.

“Como é feita hoje em dia a taxa? Leva-se em conta quem está procurando emprego, só quem está procurando emprego. Quem não procura emprego, não é tido como desempregado. Quem está, por exemplo, recebendo Bolsa Família, é tido como não empregado. Quem recebe auxílio-reclusão também está tido como empregado. Então, quando há uma pequena melhora na questão do emprego no Brasil, essas pessoas que não estavam procurando emprego, procuram, e, quando procuram e não acham, aumenta a taxa de desemprego. É uma coisa que não mede a realidade. Parecem índices que são feitos para enganar a população”, criticou o presidente em entrevista à TV Record.

Para Bolsonaro, para chegar à metodologia correta, basta ver os dados bancários e os dados da Secretaria de Trabalho para verificar quantos empregos o país gera e perde por mês. “É muito simples”, ressaltou.

Segundo informações do jornal O Globo, o IBGE se defendeu ao dizer que a pesquisa de desemprego segue padrões internacionais.

Em balanço divulgado na última sexta (29), o instituto aponta que a taxa de desemprego subiu para 12,4% no trimestre encerrado em fevereiro, atingindo 13,1 milhões de pessoas. De setembro a novembro, a taxa era de 11,6% e o desemprego atingiu 12,2 milhões de brasileiros