Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Brasil continua com 9 casos suspeitos do novo coronavírus 2019 n-CoV e em seis estados. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (30) em entrevista coletiva no Ministério da Saúde, em Brasília. De acordo com a pasta, houve 43 notificações ao todo e nenhum caso confirmado ou classificado como provável. Os dados são referentes ao período de 18 a 30 de janeiro de 2020. O novo vírus infectou 7,8 mil, matou 170 na China e chegou a outros 19 países.

Coronavírus no Brasil:

  • 9 casos suspeitos
  • 43 notificações
  • 0 caso provável e 0 confirmado
  • 6 descartados – chegaram a ser uma suspeita, mas a investigação descartou o vírus
  • 28 excluídos – não apresentaram os requisitos para serem enquadrados como suspeita

Os casos suspeitos foram registrados em Minas Gerais (1), Rio de Janeiro (1), Rio Grande do Sul (2), São Paulo (3), Paraná (1) e Ceará (1). No balanço anterior, divulgado nesta quarta-feira (29), o Ministéiro da Saúde também havia citado nove casos suspeitos em seis estados. O secretário-executivo da pasta, João Gabbardo dos Reis, explicou que o fato de o número total ter se mantido não significa que se trate dos mesmos registros informados na véspera.

“Cada caso está sendo discutido. Às vezes, temos situações que precisam ser reavaliadas, e a tabela também precisa ser aprimorada. No Rio Grande do Sul, por exemplo, um paciente de ontem [quarta-feira] que tinha sido descartado de coronavírus passou a ter uma evolução clínica que apresentou sintomas que fizeram com que ele voltasse para um caso suspeito”, afirmou na coletiva o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira.

“43 pessoas foram notificadas e verificadas no Ministério da Saúde. Desses 43, entendemos que 9 deles se enquadram em casos suspeitos. Conseguimos, por meio das capacidades laboratoriais de cada estado, descartar 6 casos e excluir 28.”

O secretário lembrou que, também nesta quinta, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que os casos do novo coronavírus 2019 n-CoV são uma emergência de saúde pública de interesse internacional (leia mais abaixo). Com isso, uma ação coordenada de combate à doença deverá ser traçada entre diferentes autoridades e governos.

“Para nós, no Brasil, não muda [o protocolo], porque estamos num planejamento de contingência”, afirmou Oliveira. “Só quando tivermos um primeiro caso confirmado é que declararemos emergência de saúde pública de importância nacional. Junto à OMS, nós verificamos e analisamos as condutas, se temos que mudar ou adaptar de acordo com a OMS.” G1