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O ex-deputado federal e cacique do MDB da Bahia, Geddel Vieira Lima, voltou a cobrar celeridade na definição de um nome da base de Jerônimo Rodrigues (PT) para a disputa da Prefeitura de Salvador de 2024 e revelou não se incomodar com quem entende que seus comentários são “pressão”. Em tempo: a escolha do pré-candidato do grupo recai sobre as costas do governador, que, nesta quinta-feira (14), afirmou que o prazo máximo para definir um nome deve ser “meados de janeiro”. Rodrigues também reagiu a declaração anterior de Geddel, dizendo que “não é qualquer tipo de palavra que vai pressionar a gente”.

“Isso tem gerado muita polêmica e eu tenho manifestado, com a clareza que sempre faço, de que muito mais que dizer se Geraldo Júnior vai ser escolhido ou não ser escolhido, é definir um nome da base de sustentação de Jerônimo Rodrigues para que possa iniciar o ano participando de eventos emblemáticos aqui na cidade, como a Lavagem do Bonfim, Carnaval, já na condição de candidato”, comentou.

O emedebista demonstrou impaciência tanto com a novela da definição de um nome quanto com a outras falas que consideram os comentários dele como “pressão”. “Eu acho que isso já está passando da hora. Me manifesto às vezes e as pessoas dizem ‘mas é pressão, pressão’. Quem não quer ser pressionado, não faça vida pública. Às vezes é pressão, sim, e eu não vou abrir mão do meu direito de pressionar, de emitir uma opinião. As pessoas podem não querer ouvir e não querer acatar o que eu digo, mas ninguém vai calar o meu direito de me manifestar e de falar”, disse o ex-ministro, em evento da Juceb, realizado em Salvador.

Geddel também defendeu o nome de Geraldo Júnior como pré-candidato que pode unir o grupo em torno do governador. “Eu acho que ele é um nome, sim, qualificado e acho que o MDB tem demonstrado lealdade ao projeto do governador para, junto com o PT e os demais partidos, comandar essa jornada aí rumo ao triunfo, à vitória, na eleição da Prefeitura de Salvador. Acho que é um grande nome e já manifestei a minha opinião. Às vezes não gostam. Paciência: eu vou continuar me manifestando”, declarou Geddel.

O ex-ministro da Integração Nacional disse ainda que a direção do MDB na Bahia não foi procurada por nenhum outro partido ou pré-candidato da base do governador para pedir apoio. Ele destacou, porém, que Geraldo Júnior fez este movimento. “Ao que me consta, procurou todos, dizendo ‘eu quero ser candidato, estou com garra para ser candidato, eu quero representar o projeto de Jerônimo Rodrigues, ter um grande embate em Salvador e nos fortalecer para 2026 e, ganhando a eleição, fazer uma administração de excelência com a ajuda de todos para, efetivamente, dar uma alavancada no desenvolvimento econômico, no desenvolvimento social, enfrentar graves problemas que Salvador tem e que essa gestão não está enfrentando”, disse, em conversa com o BNEWS. BNews