Foto: Victor Ferreira/EC Vitória

O técnico Thiago Carpini terá muito trabalho pela frente. Em dois jogos como comandante do Vitória, ele já conviveu com a eliminação da Copa do Brasil, diante o Botafogo, e a derrota deste sábado, para o Atlético-GO, no Barradão. O Rubro-Negro baiano viu Vagner Love e Baralhas balançarem as redes em jogo da sétima rodada da Série A que terminou em 2 a 0 para os visitantes.

Em entrevista coletiva após o sexto revés seguido do clube na temporada, o treinador lamentou a expulsão do lateral-esquerdo PK, ainda aos 38 minutos do primeiro tempo. Com um homem a menos em campo, o Vitória se desequilibrou. Logo em seguida sairia o primeiro gol adversário.

É muito importante levar o 11 contra 11 até o final. Com um a menos é complicado, só ficamos com o Janderson na transição”

— Thiago Carpini

Mesmo assim, o treinador reconheceu que o Vitória poderia ter desempenhado melhor futebol antes da expulsão, o que não aconteceu. O Rubro-Negro teve apenas duas chances de abrir o placar neste recorte da partida, ambas com Alerrandro.

– Até os 40 minutos o jogo foi muito igual, mas mesmo assim não foi uma boa partida. Estou no clube há 14 dias e não dá para fazer tudo ainda, não é de uma hora para outra. O que me deixa mais preocupado é que em momentos do jogo contra o Botafogo apresentamos atuações melhores do que a de hoje, e em campeonato de pontos corridos temos que evoluir. É mais um jogo ruim e mais uma derrota, mas vamos seguir lutando – garantiu.

– Sem dúvidas a gente conversa sobre isso. Entra também na questão do emocional e da confiança. A falta de efetividade, confiança e resultado talvez estejam atrapalhando um pouco. Algumas coisas ainda não se encaixam. É muito importante levar o 11 contra 11 até o final. Com um a menos é complicado, só ficamos com o Janderson na transição – lamentou Carpini.

Com a expulsão de PK, o treinador colocou o lateral-esquerdo Lucas Esteves em campo e tirou o atacante Alerrandro. Na volta do intervalor, ele sacou Daniel Jr. para entrada de Iury Castilho, mas a alteração não funcionou.

– A entrada do Iury [Castilho] não deu o resultado que queríamos. O Matheusinho também ficou sobrecarregado, não podia ir além. Por isso entendi que a gente precisava de jogadores mais fortes pelos lados para tentar criar. Agora é mais fácil falar, mas as decisões são complicadas ali no momento do jogo. Infelizmente nossa estratégia foi prejudicada – complementou.

Ao longo do segundo tempo, o Vitória levou o segundo gol e ainda teve Dudu expulso após o volante receber o segundo cartão amarelo. Com dois a menos e sem mais alterações a fazer (Wagner Leonardo deixou o campo machucado), o Rubro-Negro precisou se fechar para não ser goleado.

– Conversei com o Dudu quando ele estava amarelado. Ele falou que estava com a cabeça boa. É um cara que, mesmo em uma noite ruim, ele tem saída, competitividade e identificação com o clube. Quando acontece a segunda expulsão, a ideia era mesmo segurar para não sofrer um resultado pior e mexer ainda mais com o psicológico dos atletas.

A derrota deixa o Leão estacionado em um ponto e na penúltima posição da Série A, mas há nova chance de recuperação já nesta quarta-feira, quando o Vitória visita o Cuiabá, em jogo atrasado da segunda rodada. A partida será disputada às 20h (de Brasília), na Arena Pantanal.

Para isso, no entanto, o Vitória precisa reconquistar a confiança, que está abalada após nove jogos sem vencer em 2024, com sete derrotas e dois empates.

– O primeiro passo é o emocional, reconquistar a confiança desses caras. Depois temos que tentar não tomar gols, precisamos somar. Se não ganhou, não perde. São dois pontos que temos que corrigir: criar mais, matar o jogo e frear mais o ímpeto adversário. O retrospecto ruim de gols sofridos é recorrente, vem dos últimos dez jogos. Estamos aqui para tentar ajustar isso. Globoesporte