Foto: Ascom ALBA/Agência ALBA

Ontem (11), em conversa com a imprensa, o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Adolfo Menezes (PSD), sugeriu aos jornalistas que consultem os líderes da maioria e da minoria na Casa legislativa, Rosemberg Pinto (PT) e Alan Sanches (União), respectivamente, sobre o caso do deputado Binho Galinha (Patriota).

Os líderes são encarregados de indicar novos membros para compor a Comissão de Ética, que irá decidir o destino de Binho Galinha na AL-BA. Conforme a legislação, a maioria deve indicar cinco nomes, a minoria dois e um para o bloco independente.

“Pelo regimento da Assembleia, presidente não tem poder para nomear membro do Conselho de Ética para começar os trabalhos. Claro que a Assembleia Legislativa não pode continuar como se não tivesse acontecido nada. Nós temos já o documento do Ministério Público”, disse Adolfo.

“Todo mundo sabe o que houve. Agora, temos que tomar providência, mas não acabe a esse presidente. Eu já cobrei aos líderes que indicassem os nomes, mas até agora nada. Hoje vou cobrar novamente durante sessão, em público”, garantiu o parlamentar baiano.

El Patron – Binho Galinha foi alvo da operação, que visava desmantelar uma organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro proveniente de atividades como jogo do bicho, agiotagem e receptação qualificada, atuando em Feira de Santana e áreas adjacentes. Ele é apontado como líder desse esquema.

Na semana passada, vale lembrar, um ex-assessor do deputado estadual foi detido na última quarta-feira (6) em Feira. Identificado como Bruno Borges França, ele estava foragido desde dezembro de 2023, segundo informou a Polícia Federal (PF).

A PF afirmou que Bruno agiu para encobrir as atividades criminosas do grupo, tendo uma forte ligação com o deputado Binho Galinha. Nomeado secretário parlamentar no gabinete de Binho Galinha em 1º de janeiro de 2023, Borges recebia um salário de R$ 3,5 mil, de acordo com informações do site da AL-BA.

Ele foi exonerado do cargo de assessor em 1º de janeiro de 2024, quase um mês após o início da operação da Polícia Federal. Em dezembro do ano passado, seis pessoas foram presas preventivamente e 35 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Feira de Santana por suspeita de formarem uma milícia responsável por lavagem de dinheiro.

Entre os detidos estavam três policiais militares, a esposa e o filho de Binho Galinha, Mayana Cerqueira da Silva, de 43 anos, e João Guilherme Cerqueira da Silva Escolano, de 18 anos. Os policiais foram transferidos do Batalhão de Choque, em Lauro de Freitas, para o Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

O deputado não foi preso devido ao foro privilegiado. Ele se candidatou pelo partido Patriota em 2022 e foi eleito com 49.834 votos. Além das prisões, R$ 200 milhões das contas bancárias dos investigados foram bloqueados no final de 2023.  Tribuna da Bahia