O pai do menino Joel, morto aos 10 anos, vítima de bala perdida, durante uma ação policial, em Salvador, lamentou o resultado do júri popular realizado na segunda (7) e terça-feira (8), que terminou com a absolvição do policial Alexinaldo Santana Souza e a condenação do ex-policial Eraldo Menezes de Souza a 13 anos e 4 meses de prisão em regime fechado.

“O resultado mexeu muito com a gente [família], porque esperávamos muito mais [anos de condenação] de Eraldo. A gente não teve resposta sobre o comandante, porque ele foi absolvido. Quem controla a guarnição? Eles estavam fazendo bagunça? Não tinham comandante?”, lamentou Joel Castro.

Segundo o pai da criança, a sentença foi recebida pela família com muita tristeza e dor. O promotor Ariomar Figueiredo, responsável pela acusação, informou que vai recorrer da decisão de absolvição de Alexinaldo Santana Souza.

“Treze anos aguardando essa resposta, lutando pelo júri e, quando chega a hora do resultado, vejo uma coisa daquela. Tinha uma visão de Justiça diferente, mas vi que é uma coisa muito dura”, criticou o pai do garoto.

Apesar de condenado em regime fechado, Eraldo Menezes de Souza vai recorrer em liberdade. “Do meu lado agora é seguir em frente, foi uma missão que tentei e concluí. Aonde Joel esteja, ele viu que o pai dele fez alguma coisa por ele”, acrescentou Joel Castro.