Fotos: Mauricio Tonetto e Gustavo Mansur / Palácio Piratini

Mais de 29 mil animais de criação morreram no Rio Grande do Sul após passagem do ciclone extratropical na última semana, aponta relatório preliminar das perdas relacionadas à infraestrutura, produção primária, pecuária e pastagens no estado.

O documento foi elaborado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e divulgado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).

Nesta última quarta-feira (13), as chuvas voltaram a atingir as cidades afetadas pelo ciclone no Rio Grande do Sul, causadas por um segundo ciclone extratropical e uma nova frente fria, se direcionando rumo ao Oceano Atlântico.

Veja o tamanho dos danos a seguir, com o levantamento feito com 50 municípios, 665 localidades e 10.787 propriedades.

➤ Morte de animais: entre os 29.356 animais que morreram por causa da tragédia, estão bovinos de corte e de leite, suínos e aves. Os 346 criadores afetados também perderam 35,5 toneladas de peixe e 370 caixas de abelhas.

Entre os produtores de leite, a estimativa é de que 327,5 mil litros não foram coletados, prejudicando 813 pecuaristas.

Para os animais que sobreviveram, a alimentação não será fácil. Foram atingidos 1.880 hectares de pastagem nativa, 10.730 hectares de pastagem cultivada e 50 hectares de silagem, com um total de 1.022 produtores prejudicados.

➤ Plantações perdidas: os principais cultivos perdidos pelas chuvas intensas foram o milho e o trigo. No total entre a categoria de grãos, 1.616 produtores tiveram prejuízos.

Outros tipos de plantações também foram afetados, como o fumo, totalizando 2.691 agricultores prejudicados. No caso da fruticultura, foram 88, tendo grandes perdas de laranja e uva. Na área de hortaliças, 198 agricultores sofreram danos.

Houve também a perda de 35,5 mil pés de eucalipto.

➤ Produtores desabrigados: além das lavouras, 1.192 casas sofreram danos por causa do ciclone. Os agricultores também perderam 621 galpões, 12 armazéns, 116 silos, 25 estufas de fumo, 25 estufas/túneis plásticos para horticultura, 128 açudes (piscicultura/irrigação), 53 aviários e 45 chiqueiros.

Também foram estragados 4.456,8 quilômetros de estradas de terra, impedindo o escoamento dos alimentos que não foram perdidos, em 197 comunidades.

➤ Perdas em reais: o total de perdas na agricultura já atinge R$ 1,1 bilhão, aponta a Confederação Nacional de Municípios (CNM).

Já na pecuária o valor está em R$ 81,6 milhõesG1