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Com o maior volume de chuva nas últimas décadas no mês de dezembro, a Bahia enfrenta um desafio enorme após os estragos causados pelos temporais: a reconstrução das cidades. O governo do estado afirmou na última terça-feira (28) que a Bahia registrou o maior acumulado de chuvas para dezembro nos últimos 32 anos. Já o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), este mês apresenta o maior volume de chuvas dos últimos 60 anos.

E a MetSul Meteorologia aponta que os temporais registrados no estado são os mais extremos no planeta, isso porque “nenhum lugar do mundo teve uma chuva tão acima da média e em uma área abrangente como o estado da Bahia nos últimos 30 dias”. O fato é: nunca choveu tanto no estado nas últimas décadas. Após dias marcados por muita chuva, a Bahia busca forças para se reerguer em meio aos estragos causados pelos temporais.

Reconstrução de cidades

Na última terça-feira (27), o Governo Federal anunciou um aporte de medida provisória de R$ 200 milhões para recuperar os danos causados pelas chuvas em todo o país. Para toda a região Nordeste, o valor direcionado foi de R$ 80 milhões. No entanto, o governador da Bahia, Rui Costa, avaliou que essa quantia é insuficiente.

Durante uma entrevista coletiva aos jornalistas em Ilhéus, após a reunião com os ministros que sobrevoaram a região do sul da Bahia, o governador pediu um aporte maior do governo federal, para reconstruir as rodovias do estado.

“Eu queria fazer um apelo, porque não é possível recuperar as estradas federais com R$ 80 milhões para o Nordeste. Com R$ 80 milhões não dá para recuperar as da Bahia, pelo estrago que tem, com vários rompimentos. Eu faço um apelo no sentido de um aporte direcionado ao estado da Bahia, porque o que está publicado, a portaria fala de R$ 200 milhões, sendo para o Nordeste R$ 80 [milhões]”, disse Rui.

O ministro Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional, respondeu que ainda aguarda novas análises para definir novas medidas. “O governo fez o primeiro trâmite, emergencial. Nós estamos aguardando ainda um diagnóstico mais apurado, para saber qual é a necessidade que vamos ter efetivamente, e será feito o que for necessário para a recuperação das estradas e rodovias, como nas estradas vicinais, a questão das casas, a questão dos acessos. Agora nós vamos precisar de um pouco mais de tempo, para administrar os efeitos dessa catástrofe climática”, ponderou Marinho. G1