Com o tema ‘Autismo e suas dificuldades na Sociedade’, a Câmara Municipal de Santo Antônio de Jesus realizou na tarde desta terça-feira (12), uma Audiência Pública para tratar sobre o assunto. Realizando no Plenário da Casa, o evento contou com a participação de mães que tem filhos autistas, vereadores e outros segmentos da sociedade. Na oportunidade, o Portal Infosaj/TV Recôncavo conversou com a vereadora Adriana e o vereador Valdemar Farias que solicitaram a audiência, com Dra. Larissa Guimarães, com a advogada Carla Sacramento, mãe de autista e com Dra. Milena Oliveira, que é psicóloga.

Veja as entrevistas completa e saiba mais sobre a  Audiência Pública que tratou sobre o autismo em Santo Antônio de Jesus

“Estamos discutindo soluções públicas para trazer uma conscientização, não só do poder público, mas de toda a sociedade, para que venha ter um olhar diferenciado para esse público que são os autistas que hoje estão invisíveis. O autismo não tem cara e por muitas vezes é negligenciado. A nossa luta é para que não fique no papel e que venha a ser uma cidade referência”, disse Dra. Larissa Guimarães.

“A bandeira do autismo mais do que nunca está marcado na minha pele. Eu tenho na minha casa um sobrinho que é autista e a gente quis debater esse assunto hoje através de uma audiência pública juntamente com o vereador Valdemar para que a sociedade venha saber o que autismo e venha incluir o autista na sociedade. O autista não é louco e nem doido, ele precisa ser entendido e incluso na sociedade de maneira geral”, disse a vereadora Adriana.

“Mostramos o que pode ser um autista lá adiante. Temos que fazer de tudo para acordar, principalmente o setor público, onde o autista tem direito a saúde, educação e social. Temos que mostrar isso e daqui tenho a certeza absoluta que a gente vai sair com vitórias e logo-logo esse desespero que a mãe tem, seja no transporte escolar, seja na escola, tenho certeza que a gente não possa fazer 100%, mas vamos dá uma ajuda boa”, disse o vereador Valdemar.

“Essa audiência foi o primeiro passo que a gente conseguiu dá para poder alcançar realmente o que cada uma mãe ou o que cada um autista está precisando dentro dessa cidade. Conseguimos debater de uma forma bem clara, bem concisa, a necessidade dentro da educação, do social e dentro da saúde. São os três pontos principais que a gente conseguiu debater. Eu acho que hoje foi o ponta pé inicial para que realmente se todos os nossos governantes quiserem, vai haver essa mudança”, disse a advogada Carla Sacramento, mãe de autista.

“Como citei na minha fala, existe pesquisas robustas com relação a esse estado mental, principalmente dessas mães. A gente fala em família em geral, mas a incidência de mães que estão sozinhas cuidando dessas crianças são muito maiores. Existe uma incidência muito grande nessas mães de problemas de saúde mental, estresse e depressão. Observamos muitos casos de mães que estão cometendo suicídios devido ao agravamento e a falta de apoio, principalmente profissional”, disse a Dra. Milena Oliveira, que é psicóloga.