foto camara dep

O presidente da CPI dos Atos Golpistas, deputado Arthur Maia (União-BA), afirmou nesta terça-feira (8) que a comissão deve votar na próxima reunião uma nova convocação do tenente-coronel Mauro Barbosa Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Geralmente, a CPI se reúne às terças e quintas-feiras. Desta forma, é possível que a comissão vote a convocação de Cid na próxima quinta (10).

Mauro Cid já compareceu à CPI, mas ficou em silêncio para todas as perguntas – se negou inclusive a responder a própria idade. A comissão foi à Justiça e alegou “abuso do direito ao silêncio”.

Ele havia sido autorizado a ficar em silêncio pela ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, em caso de perguntas que gerassem respostas que pudessem incriminá-lo.

Parlamentares defendem que ele volte à comissão e preste depoimento para explicar suspeitas envolvendo, por exemplo, a suposta tentativa de esconder pedras preciosas recebidas por Bolsonaro e a tentativa de vender um relógio da marca Rolex avaliado em US$ 60 mil e que teria sido recebido como presente oficial em viagem oficial.

Foco da CPI

Durante a sessão desta terça, Arthur Maia afirmou ter “preocupação” porque a CPI foi criada para apurar os atos golpistas de 8 de janeiro e que eventuais denúncias de corrupção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e sobre pessoas próximas a ele devem ser apuradas por outra comissão parlamentar de inquérito.

Em resposta a Arthur Maia, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) defendeu que a CPI apure a “circulação de recursos” envolvendo pessoas próximas a Bolsonaro, no sentido de tentar identificar quem financiou os atos de 8 de janeiro.

“Se tem dinheiro vivo circulando nas mãos de quem tinha a minuta do golpe em seu celular, a outra ponta não vai ser investigada?”, questionou a parlamentar. G1