tse

A cúpula da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) acionou a Advocacia-geral do Senado e vai recorrer contra a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques de cassar o poder da comissão de usar os dados do ex-homem forte de Bolsonaro na PRF, Silvinei Vasquez. A decisão do ministro foi revelada pela repórter da GloboNews, Isabela Camargo.

Foi uma reação quase imediata. A decisão de Marques é de 26 de setembro, mas só veio à tona nesta terça-feira (3). O ministro, indicado por Bolsonaro à Corte, proibiu a CPMI de processar e analisar dados de sigilo fiscal, bancário, telemático e telefônico de Vasques.

A equipe da relatora da CPMI, Eliziane Gama (PSD), teme um efeito dominó às vésperas do fim dos trabalhos da comissão, uma espécie de “mela geral”, com decisões semelhantes à do ministro, suprimindo dados e alvos da CPMI às vésperas do relatório final.

Para se ter uma ideia, Eliziane já começou a avaliar o impacto da decisão de Nunes Marques no capítulo que diz respeito à tentativa de manipular o resultado do segundo turno da eleição presidencial de 2022.

Silvinei chefiou a operação da PRF que montou uma série de barreiras de trânsito em cidades da região Nordeste no dia do segundo turno das eleições, ação notadamente desproporcional à população.

A operação chegou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que ordenou que Silvinei desmontasse as blitzes que atingiam, em especial, cidades onde o então presidenciável, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia alcançado a maioria absoluta dos eleitores. G1