Ronie Lobato

A deputada federal Dayane Pimentel (União Brasil) anunciou, nas redes sociais, que foi convidada para coordenar na Bahia a campanha do ex-juiz da Lava Jato, Sérgio Moro. Nesta semana, o ex-magistrado afirmou, em entrevista ao Conversa com Bial, da TV Globo, estar preparado para ser candidato a presidente da República na eleição do próximo. Ele se filiou ao Podemos, com essa possibilidade de disputar a Presidência.

“Missão aceita! Sigo na coordenação do projeto que vai resgatar nossa nação. Juntos pelo que acreditamos, pelo nosso país, por ideais, por pautas contra à corrupção. Seguiremos juntos neste projeto. Obrigada pela confiança e pelo reconhecimento, futuro presidente”, escreveu Dayane no Twitter, ao anunciar que vai ajudar na campanha de Moro.

A parlamentar, que coordenou a campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018, ainda criticou o atual presidente da República. “O Brasil figura como um dos piores países na questão educacional, isso explica o motivo de figuras como Bolsonaro serem exaltadas. O analfabetismo funcional no país está deixando de ser fator socioeconômico e virando questão de saúde, atingiu elevado nível de patologia”, cutucou.

Na entrevista ao Conversa com Bial, além de dizer que estava preparado para competir pelo Palácio do Planalto, Moro declarou que tem discutido ideias para o país com um grupo de especialistas. Entre os nomes, ele citou apenas um, Affonso Celso Pastore, autor do recém-lançado “Erros do passado, soluções para o futuro: A herança das políticas econômicas brasileiras do século XX”.

“Estou pronto para liderar esse projeto, e construindo um projeto consistente com o povo brasileiro. Se o povo brasileiro tiver essa confiança, o projeto segue adiante”, disse. “O problema é que esse projeto ainda está sendo construído e a partir do momento em que se revelam nomes, as pessoas ficam sob uma pressão terrível. Eu vou revelar um, e vou pedir escusas para não revelar outros: no nível macroeconômico quem tem me ajudado é um economista de renome, um dos melhores nomes do país, alguém que eu conheço há muito tempo, que é o Affonso Celso Pastore”, acrescentou.

O ex-juiz Sérgio Moro formalizou na semana passada, durante ato em Brasília, a filiação ao partido Podemos. Moro ganhou notoriedade nacional como juiz da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba durante a Operação Lava Jato, que investigou um esquema de corrupção e desvio de recursos públicos dentro da Petrobras. Ele deixou a magistratura após aceitar o convite do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para comandar o Ministério da Justiça. No ano passado, deixou a pasta após acusar Bolsonaro de tentar interferir na Polícia Federal. Tribuna da Bahia