Agência Brasil

A defesa do ex-ministro Milton Ribeiro ingressou, no final da tarde desta terça-feira (5), com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar anular a operação da Polícia Federal (PF), “Acesso Pago”, que mirou a atuação de pastores lobistas no Ministério da Educação.

Conforme os advogados do ex-titular da pasta, a operação, determinada pelo juiz Renato Borelli, da 15ª Vara Federal do Distrito Federal, foi baseada em atos ilegais, como a obtenção de conversas do ministro Milton Ribeiro que não foram autorizadas pelo Poder Judiciário.

“Usou-se e abusou-se do conteúdo da ilegal gravação para se justificar e fundamentar o início, o meio e a conclusão das investigações que culminaram na vexatória e desnecessária prisão cautelar do Peticionário [Ribeiro]”, escrevem os defensores de Milton Ribeiro.

“No caso vertente, há um exemplo de ilegal relativização de garantias e liberdades públicas constitucionais de maior densidade, já que a prova fora produzida por pessoa estranha, em ambiente ministerial – local fechado – e com propósito ilícito: vazar à mídia para turbar as instituições democráticas em ano eleitoral”, acrescenta a defesa do ex-ministro.

De acordo com O Antagonista, a manifestação foi encaminhada à ministra Cármen Lúcia, que também é a relatora de uma outra investigação relacionada à possível interferência do presidente Jair Bolsonaro (PL) na investigação da PF.